ALMG reforça campanha contra a violência de gênero em Minas Gerais

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A taxa de feminicídio caiu 12,7% em Minas Gerais em relação a 2023, mas tentativas de feminicídio aumentaram 47,11%, o. Foto: Reprodução/Almg.

Objetivo é incentivar denúncias pelo 190

Com o mote “Chega de violência contra as mulheres”, ação chama atenção para os altos índices de feminicídio e incentiva denúncias pelo 190

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, a cada dois dias uma mulher é assassinada em Minas Gerais simplesmente por ser mulher. Apenas em 2024, foram registrados 163 feminicídios no estado. No mesmo período, houve uma média de 345 ocorrências diárias de violência doméstica contra a mulher, totalizando 125.893 registros no ano — número que pode ser ainda maior, devido à subnotificação.

Atenta a temas relevantes para a sociedade, a campanha de publicidade institucional da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) volta a ser veiculada nos principais meios de comunicação do estado. A exibição teve início no intervalo do jogo entre Corinthians e Cruzeiro, na noite do último domingo (14/12/25), e prossegue até esta terça-feira (16).

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Com o mote “Chega de violência contra as mulheres”, a campanha busca sensibilizar a população sobre a gravidade da violência de gênero, apresentar as diferentes formas de violência contra a mulher e reforçar a importância de denunciar e buscar proteção, por meio do telefone 190.

Avanços na legislação e desafios persistentes

Apesar dos números alarmantes, houve avanços legislativos importantes. Em 2024, foi promulgada a Lei Federal nº 14.994, que transformou o feminicídio em crime autônomo — antes, ele era apenas uma qualificadora do crime de homicídio doloso.

Na legislação brasileira, o feminicídio é caracterizado quando a morte de uma mulher ocorre no contexto de violência doméstica e familiar ou em razão de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Trata-se, portanto, de um crime motivado por gênero, configurando-se como crime de ódio.

O anuário também aponta que, embora a taxa de feminicídio tenha caído 12,7% em Minas Gerais em relação a 2023, as tentativas de feminicídio aumentaram 47,11%, o que reforça a necessidade de manter o tema em debate permanente.

Violência começa antes do feminicídio

Outro dado preocupante é o aumento de 20% nos casos de perseguição (stalking) e violência psicológica no estado. O número passou de 4.376 ocorrências em 2023 para 5.302 em 2024, evidenciando que o feminicídio é, muitas vezes, o desfecho de um ciclo de violências que se inicia muito antes.

Pesquisa do DataSenado revela ainda uma elevada taxa de subnotificação em Minas Gerais: apenas 1% das mulheres agredidas afirmam que sempre denunciam os casos às autoridades.

A campanha

O vídeo da campanha apresenta mulheres de diferentes perfis, reforçando que a violência de gênero atinge todas as classes sociais. A cada relato de violência, há um efeito de eco, simbolizando que uma agressão contra uma mulher atinge todas as mulheres.

As peças abordam as diversas formas de violência — física, sexual, psicológica, patrimonial, moral e política —, com o objetivo de informar, conscientizar e alertar. Dados sobre o aumento da violência em Minas são apresentados, e as vítimas são incentivadas a ligar para o 190 e procurar a delegacia mais próxima.

Todas as peças incluem um QR Code que direciona para uma página especial da campanha, com informações sobre os canais de apoio, além de conteúdos sobre o trabalho da Assembleia Legislativa no enfrentamento à violência de gênero.

Os anúncios são encerrados com uma mensagem de acolhimento, reforçando que o cuidado e a proteção às mulheres devem ser compromisso de toda a sociedade e do poder público.

 

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