Exportações: balança positiva em janeiro
Minas Gerais abriu o ano de 2026 exibindo fôlego, consistência e um desempenho que reforça seu peso no comércio exterior brasileiro. Somente em janeiro, o estado registrou US$ 3,3 bilhões em exportações, resultado que representa crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025 e consolida Minas como o terceiro maior exportador do país, responsável por 12,9% das vendas internacionais brasileiras.
Os números não apenas confirmam a robustez da economia mineira, como também sinalizam um início de ano marcado por estratégia, diversificação de mercados e competitividade global.
Superávit reforça protagonismo
O saldo da balança comercial mineira fechou janeiro com superávit de US$ 1,7 bilhão, avanço expressivo de 5,9% na comparação anual. Esse desempenho traduz uma equação equilibrada entre exportações sólidas e importações controladas, elemento essencial para a sustentabilidade econômica do estado.
Segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Minas também se destacou no volume de importações, que somaram US$ 1,5 bilhão no mês. O montante posiciona o estado como o terceiro maior importador nacional, respondendo por 7,2% das compras externas do Brasil.
Fluxo comercial mantém estabilidade
O fluxo comercial mineiro — soma de exportações e importações — alcançou US$ 4,8 bilhões, terceiro maior do país. O crescimento de 0,3% frente a janeiro de 2025 evidencia estabilidade, mesmo em um cenário internacional ainda marcado por ajustes logísticos e variações cambiais.
Para o governo estadual, os resultados refletem planejamento e visão de longo prazo. “Após um ciclo de recordes em 2025, começamos este ano determinados a ampliar a presença dos produtos mineiros no exterior, diversificar parceiros e fortalecer o protagonismo de Minas Gerais no comércio internacional”, afirmou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.
Ásia e Europa puxam demanda
China lidera compras
Durante o mês de janeiro, os produtos mineiros chegaram a 153 países, um indicador claro da capilaridade internacional do estado. A China manteve-se como principal destino, absorvendo 31,7% das exportações totais.
Na sequência aparecem os Estados Unidos (9,9%), Suíça (4,3%), Reino Unido (4,0%) e Argentina (3,8%). Juntos, esses mercados sustentam parte significativa do desempenho mineiro no comércio global.
Mercados estratégicos avançam
Além dos destinos tradicionais, Minas Gerais ampliou vendas em mercados considerados estratégicos. A China novamente liderou o crescimento, com alta de 13,2%, equivalente a US$ 119,9 milhões adicionais.
O movimento positivo também foi registrado no Reino Unido, com crescimento de 58,9% (US$ 48 milhões), na Suíça (51,6% ou US$ 47,9 milhões), nos Emirados Árabes Unidos (142,3% ou US$ 47,6 milhões) e na Finlândia, onde as vendas avançaram expressivos 294%, totalizando US$ 34,7 milhões.
Produtos puxam resultados
Minério, café e ouro lideram
A pauta exportadora mineira manteve forte concentração em produtos de alto valor agregado e tradição internacional. Em janeiro, os principais itens foram:
- Minérios de ferro e concentrados: 28,5%
- Café: 24,2%
- Ouro: 11,3%
- Ferro-ligas: 3,6%
- Açúcar: 3,1%
Minas Gerais foi o maior exportador nacional de minério de ferro (US$ 928,3 milhões), café (US$ 786,3 milhões), ouro (US$ 367,7 milhões) e ferro-ligas (US$ 118,4 milhões), consolidando sua liderança em cadeias produtivas estratégicas.
Indústria também se destaca
Além das commodities tradicionais, o estado liderou as exportações brasileiras de ferro fundido (US$ 70,2 milhões), tubos e perfis ocos de ferro ou aço (US$ 53,5 milhões) e minérios de metais preciosos (US$ 47,2 milhões).
Entre os produtos com maior avanço nas vendas externas, o ouro chamou atenção, com crescimento de US$ 189,8 milhões, alta de 106,8%. Os minérios de metais preciosos registraram abertura de mercado, enquanto a soja apresentou expansão expressiva de 432,3%, equivalente a US$ 32,2 milhões.
Importações refletem inovação
Tecnologia e saúde em foco
Do lado das importações, Minas Gerais concentrou compras em itens ligados à tecnologia, energia e saúde. Em janeiro, os principais produtos adquiridos foram:
- Turborreatores e turbinas a gás: 5,5%
- Produtos imunológicos: 4,8%
- Medicamentos: 4,5%
- Hulhas e combustíveis sólidos: 3,9%
- Veículos para transporte de mercadorias: 3,0%
Esses dados indicam não apenas consumo, mas também investimento em infraestrutura, indústria e bem-estar social.
Parceiros comerciais diversificados
O estado realizou importações provenientes de 109 países, reforçando sua integração às cadeias globais. A China voltou a liderar como principal origem, respondendo por 22,0% das compras mineiras.
Em seguida aparecem os Estados Unidos (18,8%), Argentina (5,3%), Alemanha (4,4%) e Índia (4,4%).
Perspectivas para 2026
O desempenho de janeiro indica que Minas Gerais entra em 2026 com bases sólidas, mercados diversificados e produtos competitivos. A combinação entre tradição exportadora, avanço industrial e ampliação de parceiros internacionais posiciona o estado como um dos motores do comércio exterior brasileiro.
Mais do que números, os dados revelam uma economia que se reinventa, amplia fronteiras e consolida sua relevância global.
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