Primeiro passo é definir quais hortaliças fazem parte do hábito alimentar da família
Para quem escolheu um Carnaval mais tranquilo em casa ou no sítio, ainda dá tempo de aprender a cultivar de hortaliças é alternativa saudável e produtiva
Uma alternativa é aproveitar o tempo livre para iniciar uma horta doméstica. Além de proporcionar contato com a terra, a prática contribui para uma alimentação mais saudável no futuro.
O coordenador estadual de Olericultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Georgeton Soares, orienta que o primeiro passo é definir quais hortaliças fazem parte do hábito alimentar da família. “Antes de tudo é importante saber quais hortaliças são de interesse da família, estabelecendo um elo entre produção e consumo”, destaca.
Escolha do local e planejamento
Depois de definir o que plantar, é preciso escolher o local adequado.
A recomendação é que o espaço tenha luminosidade ao longo de todo o dia, já que as hortaliças necessitam de luz plena para se desenvolverem.
Outro ponto fundamental é o escalonamento do plantio, que ajuda a evitar desperdícios ou falta de alimentos. O produtor deve considerar o tempo de colheita e o volume consumido pela família. Se o consumo for, por exemplo, de cinco pés de alface por semana, o plantio deve ser feito semanalmente na mesma quantidade. Já culturas como a couve permitem colheitas contínuas, com retirada gradual das folhas.
Preparo do canteiro
Para a maioria das hortaliças, é necessário produzir mudas em uma sementeira antes de levá-las ao canteiro definitivo — ou adquirir mudas em viveiros e lojas especializadas. O transplante costuma ser feito quando a planta apresenta de quatro a seis folhas.
Como grande parte dos solos brasileiros apresenta acidez e baixa fertilidade, recomenda-se realizar análise de solo antes do plantio. Em caso de acidez, o calcário deve ser incorporado à terra e permanecer em descanso por pelo menos 30 dias.
A adubação pode ser feita com fertilizantes químicos formulados ou com compostos orgânicos e biofertilizantes. Além da adubação inicial, são necessárias adubações de cobertura ao longo do desenvolvimento das plantas.
Irrigação e controle de pragas
A irrigação é essencial, principalmente nas fases iniciais. Segundo o coordenador, as plantas jovens precisam de rega diária até o fortalecimento das raízes e da parte aérea. Depois desse período, as irrigações podem ser espaçadas. Em média, a necessidade varia de dois a sete litros de água por metro quadrado ao dia, dependendo da cultura, da idade da planta e das condições climáticas.
Entre as pragas mais comuns estão lagartas, pulgões, tripes e vaquinhas, além de doenças foliares e pragas de solo. O controle deve ser feito com produtos alternativos e sempre com orientação técnica.
Mais informações podem ser consultadas na publicação Horta: Planejamento e Produção, disponível junto à Emater-MG.
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