Fachada da Câmara Municipal de Belo Horizonte será iluminada na cor amarela nos dias 24 e 25 de fevereiro.
A ação faz referência à conquista do direito ao voto feminino no Brasil, em 24 de fevereiro de 1932, data que passou a ser oficialmente reconhecida como Dia Nacional da Conquista do Voto Feminino — que, em 2026, completa 96 anos.
A homenagem atende a pedido da vereadora Juhlia Santos (Psol), que destaca que a escolha da cor amarela “simboliza e homenageia a luta e o legado das parlamentares”.
Luta por direitos e representatividade
Com a iluminação da fachada, o Legislativo municipal busca reforçar o reconhecimento da trajetória histórica das mulheres na política brasileira e valorizar a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão.
A legislatura que tomou posse em 1º de janeiro de 2025 é a que registra o maior número de mulheres desde o início da compilação dos dados. Em 2024, Belo Horizonte elegeu 12 mulheres para a Câmara Municipal — o equivalente a 29,26% da composição da Casa.
Outro dado simbólico: entre as cinco maiores votações para o Legislativo da capital naquele ano, quatro foram de mulheres.
Segundo Juhlia Santos, a iniciativa homenageia parlamentares que atuam na “defesa intransigente dos direitos de todas as mulheres brasileiras e no fomento à participação feminina nos espaços de decisão”.
“Através desta iluminação, não apenas celebramos a conquista histórica do voto das mulheres no Brasil, mas reafirmamos a memória de quem dedicou a vida para que o voto se traduzisse em representatividade real e justiça social, e demarcamos a esperança de que nenhuma mulher seja interrompida de exercer seus direitos políticos”, declarou a vereadora.
A conquista histórica de 1932
As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar e de serem votadas em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto 21.076, que instituiu o Código Eleitoral. O texto foi assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.
A primeira experiência do voto feminino ocorreu no ano seguinte, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. A nova Constituição, promulgada em 1934, consolidou o direito ao voto das mulheres — ainda de forma facultativa.
A equiparação ao voto masculino, tornando-o obrigatório, ocorreu apenas em 1965.
A iluminação da Câmara, portanto, mais que um gesto simbólico, dialoga com uma trajetória que atravessa quase um século — da conquista formal do direito ao voto à busca permanente por representação efetiva e igualdade política.
Leia também:

