Prova de vida do INSS passa a ser automática

A recomendação é utilizar exclusivamente os canais oficiais do governo. Foto: Divulgação/Inss.

 Beneficiários devem acompanhar situação pelo aplicativo

A prova de vida do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a ser realizada, em regra, de forma automática. A mudança elimina a necessidade de comparecimento anual a bancos ou agências para a maioria dos aposentados e pensionistas.

O procedimento agora ocorre por meio do cruzamento de dados em bases oficiais do governo, com o objetivo de oferecer mais comodidade aos beneficiários e reduzir deslocamentos.

Como funciona a validação automática

O sistema considera registros como:

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  • Atualização do CPF
  • Atendimentos no SUS
  • Vacinação
  • Emissão de documentos oficiais
  • Movimentações bancárias com biometria
  • Acessos ao aplicativo Meu INSS

Se houver confirmação por meio dessas interações recentes, a prova de vida é validada automaticamente, sem necessidade de ação direta do segurado.

Segundo a advogada Raquel Fabiana, do escritório Bosquê & Grieco, a mudança representa um avanço, mas não elimina a responsabilidade do beneficiário de acompanhar sua situação.

Assim, é fundamental:

  • Verificar periodicamente o status pelo aplicativo ou site oficial
  • Manter dados cadastrais atualizados
  • Atender eventuais notificações do INSS

Caso o órgão não consiga confirmar a vida do segurado por ausência de registros recentes, o beneficiário pode ser notificado para realizar a prova de vida de forma ativa — pelo aplicativo, site ou presencialmente, conforme orientação.

“A ausência de comprovação não significa cancelamento definitivo do benefício, mas pode gerar suspensão temporária dos pagamentos até que a situação seja regularizada”, explica a advogada. “Por isso, a informação é a principal aliada do aposentado.”

Alerta contra golpes

A especialista também faz um alerta sobre tentativas de fraude envolvendo a prova de vida.

O INSS não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone, mensagens ou redes sociais. Qualquer abordagem fora dos canais oficiais deve ser vista com cautela.

A recomendação é utilizar exclusivamente os canais oficiais do governo e, em caso de dúvida, buscar orientação especializada para evitar prejuízos.

 

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