FIEMG aponta impacto econômico das taxas do IMA sobre a indústria de alimentos em Minas

Sanitaria Fiemg Sanitaria Fiemg
Segundo o levantamento, Minas Gerais adota hoje o modelo de inspeção sanitária estadual mais oneroso do país. Foto:

O valor atinge diretamente o caixa das empresas

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais divulgou estudo que aponta impactos econômicos relevantes das taxas de inspeção sanitária cobradas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária sobre a indústria mineira de alimentos de origem animal.

Segundo o levantamento, Minas Gerais adota hoje o modelo de inspeção sanitária estadual mais oneroso do país. Diferentemente da maioria dos estados, que utilizam taxas fixas, valores simbólicos ou até isenção — especialmente quando há sistemas de autocontrole —, em Minas a cobrança é proporcional ao volume produzido.

Na prática, isso significa que quanto maior a produção, maior o valor pago, sem relação direta com o custo efetivo da fiscalização. Em alguns casos, ainda há cobrança em mais de uma etapa do processo produtivo, o que, segundo o estudo, caracteriza bitributação.

Publicidade

Impacto financeiro e no emprego

O levantamento estima que o custo total das taxas de inspeção sanitária estadual nos segmentos de carnes e derivados, laticínios, aves, ovos e mel alcance R$ 360,7 milhões. O valor impacta diretamente o caixa das empresas e se espalha por toda a cadeia produtiva.

As simulações realizadas com base em modelo econômico indicam que o aumento dos custos unitários pode provocar:

Redução de até R$ 319 milhões no faturamento da indústria mineira de alimentos de origem animal;

Perda de cerca de 3,4 mil postos de trabalho;

Diminuição da massa salarial;

Queda de 0,06% no Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais.

O estudo aponta ainda que, enquanto Minas sofre efeitos negativos, outros estados acabam registrando ganhos, o que evidencia perda de competitividade da indústria mineira em relação ao restante do país.

Setor defende revisão do modelo

Para o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Carnes e Derivados e do Frio de Minas Gerais (Sinduscarne), Pedro Braga, os dados reforçam a necessidade de revisão do modelo de cobrança.

Segundo ele, a fiscalização sanitária é fundamental para garantir a qualidade dos produtos, mas precisa ser conduzida de forma equilibrada.

Quando a cobrança penaliza a produção e não guarda relação com o custo real do serviço, ela compromete a competitividade das indústrias, afasta investimentos e afeta diretamente empregos e renda no estado”, afirma.

O cenário também preocupa as indústrias representadas pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado de Minas Gerais e pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais, que relatam impactos semelhantes com o atual formato de cobrança.

O estudo conclui que a manutenção de taxas proporcionais ao volume de produção onera a estrutura produtiva, reduz a competitividade da indústria mineira e gera reflexos negativos sobre emprego, renda e arrecadação no estado.

Leia também:

Minas começa a vacinar contra chikungunya

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Pu
Share this