Galo: Difícil, porém possível!
Minas respira futebol. E quando o calendário aponta para um clássico entre Atlético e Cruzeiro valendo taça, o ar parece mais denso, como se cada esquina de Belo Horizonte aguardasse o apito inicial.
O Galo é dono de uma impressionante regularidade no cenário estadual e chega à decisão pela vigésima vez consecutiva. Mais do que isso: entra em campo perseguindo um feito raro, o heptacampeonato mineiro.
A vaga atleticana foi conquistada com drama. Contra o América, o jogo terminou sem gols, e a classificação veio nos pênaltis, com impressionantes defesas de Everson vestindo a capa de herói: muitas defesas e ainda a cobrança decisiva convertida.
Tecnicamente, a decisão promete equilíbrio. O clássico deste ano pelo próprio campeonato mostrou isso: o Galo venceu por 2 a 1, de virada, em um duelo disputado até o último minuto.
As perspectivas, segundo o que se lê nas crônicas e análises esportivas, caminham em três direções possíveis:
Primeiro, a força da continuidade atleticana. O Galo chega mais acostumado a finais, com elenco rodado e uma cultura recente de decisões. Essa experiência costuma pesar quando o jogo entra na fase em que o coração bate mais alto que a tática.
Segundo o fator emocional do Cruzeiro. Clássicos costumam ignorar favoritismos. A Raposa joga com o impulso de quem quer quebrar um ciclo e devolver o orgulho à arquibancada azul.
E terceiro, o detalhe, sempre ele. Em finais entre rivais, raramente o espetáculo é exuberante. Geralmente é um duelo nervoso, decidido por uma defesa improvável, um contra-ataque rápido ou um erro mínimo.
Se o Atlético vencer, consolidará uma dinastia estadual.
Se o Cruzeiro triunfar, transformará a taça em símbolo de renascimento.
Finais não se explicam, apenas se vivem.
Né não?
Afonso Canabrava
Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.
Instagram: @afonsocanabrava
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