Atividade econômica também deve ser afetada
Um agravamento do conflito no Oriente Médio pode fazer a inflação no Brasil subir até 7 vírgula 66 por cento e ainda reduzir a atividade econômica.
O alerta é de um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.
Segundo o levantamento, o principal impacto vem do aumento nos custos de energia e de insumos estratégicos, como fertilizantes, que afetam diretamente as cadeias produtivas e o preço final ao consumidor.
O estudo trabalha com três cenários.
No mais moderado, a inflação subiria até 2 vírgula 29 por cento. No cenário severo, poderia chegar a 4 vírgula 6 por cento. Já no cenário extremo, o índice alcançaria 7 vírgula 66 por cento.
A atividade econômica também deve ser afetada, com queda de até 0 vírgula 12 por cento nos cenários mais críticos.
Setores como indústria, transporte e alimentos estão entre os mais impactados. Mesmo com alguns efeitos positivos, como aumento da arrecadação do setor de petróleo, o estudo aponta que as pressões inflacionárias devem prevalecer.
A atividade econômica também tende a ser afetada, com retração que pode variar entre 0,04% e 0,12%, conforme a intensidade do choque.
Os setores mais impactados são os que dependem fortemente de energia e insumos importados, como a indústria de transformação, transporte, logística e a cadeia de alimentos.
Ainda segundo o estudo, embora haja possíveis efeitos positivos no curto prazo, como aumento da arrecadação no setor petrolífero, esses fatores não são suficientes para compensar as pressões inflacionárias, especialmente nos cenários mais críticos.
Para o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, o principal risco está no impacto sobre os custos. Segundo ele, mesmo com efeitos limitados sobre a atividade, a inflação tende a subir de forma relevante, o que pode afetar empresas, consumidores e a competitividade da indústria brasileira.



