Pequenas indústrias de MG enfrentam desafios com reforma tributária

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e soluções para aumentar competitividade das empresas. Foto: Sebastião Jacinto Júnior/Fiemg.

FIEMG debate mudanças fiscais, crédito, compras públicas

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) reuniu, ontem, quinta-feira (27), em Belo Horizonte, o Conselho da Micro e Pequena Indústria para discutir os principais desafios enfrentados pelas empresas de menor porte e estratégias para ampliar a competitividade do setor.

Entre os assuntos debatidos estiveram os impactos da reforma tributária, oportunidades de mercado, compras públicas e soluções oferecidas pelo Sistema FIEMG para apoiar os empresários durante o período de transição.

Na abertura do encontro, o presidente do Conselho, Alexandre Mol, destacou que as mudanças no sistema tributário afetam empresas de todos os tamanhos. Segundo ele, ainda existem dúvidas sobre questões como aproveitamento de créditos de ICMS, novas alíquotas e possíveis impactos na relação entre empresas e fornecedores.

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“A insegurança atinge toda a cadeia produtiva, não apenas os pequenos negócios”, afirmou.

Minas tem saldo negativo de pequenas indústrias

Durante a apresentação do Boletim Econômico da Micro e Pequena Indústria, o gerente de Projetos para a Indústria e secretário executivo do colegiado, Thadeu Neves, apresentou dados referentes ao segundo trimestre de 2026.

Segundo o levantamento, Minas Gerais teve saldo negativo de 771 micro e pequenas indústrias no período. Foram registradas 2.605 aberturas e 3.376 fechamentos.

Apesar do resultado, as empresas de pequeno porte continuam predominando no setor industrial mineiro. Elas representam 97,5% dos estabelecimentos industriais do estado, totalizando 74.620 empresas e 601.488 vínculos formais de trabalho.

Escolha do regime tributário exige análise

A reforma tributária também foi tema central da reunião. Os representantes da FIEMG reforçaram a importância de os empresários avaliarem cuidadosamente a situação de cada negócio antes de escolher entre o Simples Nacional e o recolhimento de CBS e IBS.

A decisão deve levar em consideração fatores como atividade econômica, faturamento, perfil das compras e posição da empresa na cadeia produtiva.

O período para escolha ocorre entre 1º e 30 de setembro.

Para auxiliar os empresários, a FIEMG apresentou a solução Gestão Inteligente de Tributos, que reúne consultorias, mentorias, capacitações e estudos estratégicos. As ações são desenvolvidas em projetos setoriais, em parceria com sindicatos, além de soluções específicas para empresas associadas ao Sistema FIEMG.

Outra iniciativa apresentada foi a mentoria Transição Tributária Inteligente, desenvolvida pelo IEL. O programa oferece atendimento individualizado para auxiliar empresas na escolha e implementação do regime tributário mais adequado.

A proposta inclui confidencialidade das informações e validação técnica da equipe tributária da FIEMG.

Empresas podem ampliar participação em compras públicas

A reunião também apresentou a E-Compras CNM, iniciativa da Confederação Nacional de Municípios que busca facilitar a participação de empresas nas compras públicas.

Por meio do Sistema de Compras Expressas (SICX), a proposta aproxima os processos de contratação pública dos modelos de comércio eletrônico e busca reduzir barreiras burocráticas enfrentadas pelos fornecedores.

Na sequência, a gerente de Suprimentos do Sistema FIEMG, Juliana Winter, apresentou a plataforma Rede de Fornecedores, criada para aprimorar os processos de contratação e aproximar a instituição de empresas qualificadas.

A programação também contou com atualizações sobre a parceria com a Escola do Sebrae e sobre o painel Simples Nacional e Reforma Tributária, do Conselho de Micro e Pequena Indústria, que será apresentado durante a 9ª edição do Imersão Indústria.

Também foi reforçada a importância da divulgação da Cartilha Micro e Pequena Indústria, produzida pela FIEMG.

Outro material apresentado foi o Guia FIEMG para Combate e Prevenção do Assédio Eleitoral no Ambiente de Trabalho. Desenvolvido pela Gerência de Governança, Riscos, Compliance e Privacidade da entidade, em parceria com empresas industriais, o documento orienta empresas, gestores e trabalhadores sobre práticas que podem configurar assédio eleitoral durante o período eleitoral.

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