Desemprego no Brasil cai para 5,6%, menor da série

Desemprego tem a menor taxa desde 2012 Marcello Casal Jr 16 9 25 Balcao News Desemprego tem a menor taxa desde 2012 Marcello Casal Jr 16 9 25 Balcao News
O trimestre foi marcado pelo avanço no mercado formal. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Br.

Queda histórica da taxa de desocupação

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho foi de 5,6%, a menor desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. No trimestre anterior, o índice havia ficado em 5,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No fim de julho,  segundo a Agência Brasil, o país registrava 6,118 milhões de pessoas desocupadas, menor contingente desde 2013. Ao mesmo tempo, o número de ocupados atingiu recorde de 102,4 milhões, impulsionando a geração de empregos formais.

Recorde de trabalhadores com carteira assinada

O trimestre foi marcado pelo avanço no mercado formal. O número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 39,1 milhões, o maior da série. Com isso, o nível de ocupação da população em idade de trabalhar manteve o índice recorde de 58,8%.

copasa celular
Publicidade

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, os resultados confirmam o bom momento do mercado de trabalho:

“O mercado se mostra aquecido, resiliente, com características de expansão. O estoque de pessoas fora da força de trabalho vem diminuindo”.

Força de trabalho e desalento

O levantamento mostra que 65,6 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho, número estável em relação ao trimestre anterior. Já a população desalentada, que desistiu de procurar emprego por acreditar que não conseguiria vaga, recuou 11%, somando 2,7 milhões de pessoas.

Segundo Kratochwill, a queda reflete a entrada efetiva desses trabalhadores no mercado de trabalho.

Setores que puxaram a ocupação

Entre maio e julho, três setores foram os principais responsáveis pelo aumento de postos de trabalho:

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: +206 mil pessoas

  • Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +260 mil pessoas

  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: +522 mil pessoas

Informalidade em queda

A taxa de informalidade caiu para 37,8%, a segunda menor já registrada, atrás apenas de julho de 2020 (37,2%). Apesar disso, o número absoluto de trabalhadores informais chegou a 38,8 milhões, ligeiramente acima do trimestre anterior (38,5 milhões).

Segundo o IBGE, o crescimento da formalização explica a queda da taxa. Contudo, o avanço no número de informais não teve significância estatística.

Rendimento e massa salarial

O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.484, maior para o período, mas levemente abaixo dos R$ 3.486 do trimestre anterior. Já a massa de rendimentos subiu para R$ 352,3 bilhões, 2,5% acima do segundo trimestre.

Divulgação adiada

A publicação da PNAD Contínua referente ao trimestre encerrado em julho, inicialmente prevista para 29 de agosto, foi adiada em 18 dias devido a problemas técnicos enfrentados pelo IBGE.

 

Leia também:

Indústria aponta 16 profissões do futuro até 2035

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this