BH recebe a 4ª Mostra CRDança em setembro

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Diversos espaços culturais da cidade recebem espetáculos. Foto: Divulgação/PBH.

Capital da dança

Belo Horizonte se transforma em setembro na capital da dança com a realização da 4ª Mostra CRDançaBH, promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio do Centro de Referência da Dança e do Circuito Municipal de Cultura.

O evento acontece de 22 a 30 de setembro, em diversos espaços culturais da cidade, e tem como proposta fomentar, dar visibilidade, promover a formação e o intercâmbio artístico.

Programação gratuita e itinerante

A Mostra ocupa o CRDança BH, Teatro Marília, Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado e o Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural (Nufac) com espetáculos, residências artísticas, oficinas e debates, sempre de forma gratuita.

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O destaque desta edição é o espetáculo “Movimento de Escuta”, da Cia SOM (RJ), que se apresenta pela primeira vez em BH. Com direção de Clara Kutner, conhecida por trabalhos na TV como “Tapas e Beijos”, a montagem reúne cinco jovens bailarinos surdos que encontram na dança sua forma de expressão e visibilidade.

Arte surda e diversidade

O espetáculo traz referências pessoais dos artistas e coreografias de Celly IDD, referência no movimento Passinho Foda, misturando funk, rap e dança contemporânea. A cena incorpora ainda artes visuais, poesia e performances em Libras, reforçando a discussão sobre inclusão, pertencimento e resistência.

Valorização da dança

A 4ª edição reafirma o compromisso da PBH com a valorização da dança como linguagem artística crítica e diversa.

“As políticas públicas municipais para a dança são construídas a partir da participação social. A mostra reflete essa construção conjunta e valoriza a diversidade da cena”, destaca Bárbara Bof, presidenta da Fundação Municipal de Cultura.

Para Paula Senna, diretora de Promoção das Artes, a curadoria reforça a importância do fomento cultural:

“Buscamos criar um espaço de troca e visibilidade para diferentes trajetórias artísticas, levando a dança para vários pontos da cidade.

Espetáculos e residências

Além do “Movimento de Escuta”, o público confere o solo “1300° Qual é a saúde de um vulcão?”, de Malu Avelar, que propõe reflexões sobre força, destruição e regeneração.

As residências artísticas incluem “Entre x-tremos”, com Guilherme Avelar, e “Experimentos Coreográficos para a Fuga do Possível”, de Manu Avelar. Já a Cia SOM promove a oficina “Dança com Libras e vibração” e o bate-papo performático “Arte Quebra Tabu”.

Debates e formação

A programação conta ainda com a mesa-redonda “Políticas públicas para dança”, que reúne nomes como Rui Moreira, Marise Diniz e Chellz Tapayó para debater desafios e estratégias de sustentabilidade da dança no Brasil.

Palco aberto e cinema

O Palco Aberto de Dança acontece no Teatro Marília no dia 28, premiando cinco apresentações entre coletivos e solos de todo o estado. A mostra também traz exibições de filmes como o curta “Mouco”, de Uyan Vilela, e a Série JÁ!, da Cia SOM.

Experiências imersivas

A edição apresenta ainda o “Vogue Vitrine”, que transforma a vitrine do Teatro Marília em instalação artística, conectando o público à cultura ballroom.

O encerramento acontece no dia 30, com a Mostra de Resultados das Residências Artísticas, reunindo criações desenvolvidas ao longo das imersões desta edição.Leia também:

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