É a primeira capital brasileira a reconhecer a água como direito fundamental em sua Lei Orgânica
A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) 1/2025, que acrescenta o acesso à água potável ao rol de direitos e garantias fundamentais do município.
O texto recebeu 39 votos favoráveis e 1 contrário, sendo promulgado diretamente pela Câmara — sem necessidade de sanção do prefeito.
A autoria é da vereadora Luiza Dulci (PT), junto a outros 13 parlamentares.
A aprovação faz de BH a primeira capital brasileira a reconhecer a água como direito fundamental em sua Lei Orgânica.
Contexto e simbolismo
A votação coincidiu com a COP 30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Belém (PA). Luiza Dulci destacou o caráter simbólico da aprovação nesse momento, dizendo que o texto “coloca Belo Horizonte na vanguarda da legislação sobre a água e a dignidade humana”.
Debates e ajustes no texto
O texto final recebeu uma emenda de consenso, incluindo a previsão de que o Município deverá promover políticas públicas articuladas com outros entes federativos para garantir o direito à água.
Essa emenda foi construída em diálogo com parlamentares de diversos partidos, ajudando a formar maioria ampla em torno da proposta.
O único voto contrário foi do vereador Uner Augusto (PL), que classificou a medida como “populista” e alegou que ela poderia ferir acordos legais com a Copasa e o Ministério Público, relacionados ao abastecimento de moradias irregulares.
Mais bebedouros públicos em BH
Na mesma reunião, também foi aprovado em primeiro turno o Projeto de Lei 90/2025, também de autoria de Luiza Dulci, que propõe a instalação de bebedouros públicos com água potável em praças, parques e calçadões da cidade.
O projeto ainda voltará às comissões para análise de emendas antes de seguir para segunda votação.
Um substitutivo foi apresentado para garantir que o texto não interfira nas prerrogativas do Executivo, após críticas de inconstitucionalidade levantadas por alguns vereadores.
Próximos passos
PELO 1/2025: já aprovada em definitivo e será promulgada pela Câmara.
PL 90/2025: volta às comissões e precisa ser aprovado novamente para se tornar lei.
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