Pix completa cinco anos como principal meio de pagamento do país

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E já é usado por 170 milhões de adultos e 20 milhões de empresas. Foto: bruno Péres/Agência Br.

Sistema movimentou R$ 28 trilhões até outubro

O Pix completou ontem,  domingo (16) cinco anos como o principal método de pagamento do Brasil. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o sistema de transferências instantâneas revolucionou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro.

Só no ano passado, o Pix registrou R$ 26,4 trilhões, montante equivalente a quase duas vezes o PIB do Brasil em 2024.
Neste ano, o volume é ainda maior: R$ 28 trilhões em transações até outubro, segundo o Banco Central.

Inclusão financeira e redução de tarifas

Em transmissão online, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, avaliou que o Pix ampliou o acesso ao sistema bancário e estimulou a concorrência.

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Por um lado, teve essa redução de custo de distribuição de dinheiro. Por outro lado, teve esse aumento da fatia de clientes e do consumo dos clientes. E, obviamente, como o Pix trouxe muita concorrência para o sistema de pagamentos, acabou havendo redução de tarifas”, afirmou.

Criado inicialmente para facilitar transferências entre pessoas, segundo a Agência Brasil, o Pix ganhou novas funcionalidades ao longo do tempo, como o Pix Cobrança, que funciona como boleto, e o Pix Automático, semelhante ao débito automático.

Atualmente, 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas utilizam o sistema.

Tecnologia 100% brasileira

O Pix é fruto de um projeto nacional concebido dentro do Banco Central. As discussões começaram oficialmente em 2016, e os requisitos fundamentais foram definidos em 2018. Um ano depois, o BC desenvolveu a base de dados e assumiu a administração da nova infraestrutura de pagamentos instantâneos. Em fevereiro de 2020, o sistema recebeu o nome Pix.

O lançamento ocorreu em duas fases. Primeiro, em 3 de novembro de 2020, em caráter de teste, limitado a 1% a 5% dos clientes das instituições financeiras e com horários reduzidos. Em 16 de novembro, o Pix passou a funcionar para todos os usuários cadastrados, 24 horas por dia.

Alvo de investigação nos Estados Unidos

No contexto das medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos como forma de pressionar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe após as eleições de 2022, o Pix entrou no radar de uma investigação comercial americana.

O governo Donald Trump alegou que o sistema brasileiro poderia prejudicar empresas financeiras dos EUA.
Em resposta formal enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o governo brasileiro afirmou que o Pix foi criado para fortalecer a segurança do sistema financeiro e não discrimina empresas estrangeiras.

 

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