PL da mototáxi por app pode ter votação final na próxima segunda

Transporte de moto aplicativo em pauta na segunda Bruno peres balcao News Transporte de moto aplicativo em pauta na segunda Bruno peres balcao News
O projeto também cria obrigações para as empresas, que terão de oferecer sistemas de monitoramento de velocidade e rastreamento em tempo real. Foto: Bruno Peres/ Agência Br.

Proposta reúne 27 emendas

Projeto de Lei (PL) 19/2025, que regulamenta o transporte de passageiros por motociclistas de aplicativos em Belo Horizonte, pode ser votado em caráter definitivo na próxima segunda-feira (15/12).

A proposta, de autoria do vereador Pablo Almeida (PL), recebeu diversas alterações ao longo da tramitação nas comissões da Câmara e chega ao Plenário acompanhada de emendas que tratam desde regras de segurança até limites de jornada.

Entre as mudanças sugeridas estão a restrição da jornada de trabalho dos condutores a no máximo dez horas por dia; a obrigação de que as empresas compartilhem com o poder público dados sobre viagens e acidentes; o uso obrigatório de aparador de linha de cerol, protetores de perna e de motor, além de colete reflexivo; fixação da idade mínima de 21 anos para atuar como motociclista; e a criação de pontos de apoio para os profissionais.

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Se alcançar os 21 votos necessários — maioria dos vereadores — o projeto segue para redação final e, depois, para sanção ou veto do Executivo. A sessão será aberta ao público e poderá ser acompanhada da galeria do Plenário Amintas de Barros ou pela transmissão ao vivo no portal e no canal da CMBH no YouTube.

Regras propostas

No texto original, o vereador Pablo Almeida estabelece que os motociclistas deverão possuir CNH compatível, seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros e utilizar equipamentos de proteção individual, como capacete homologado. As motocicletas, por sua vez, devem estar devidamente regularizadas e com licenciamento em dia.

O projeto também cria obrigações para as empresas, que terão de oferecer sistemas de monitoramento de velocidade e rastreamento em tempo real, fiscalizar o cumprimento das normas de segurança e promover treinamentos periódicos aos condutores. Já os motociclistas deverão manter seus dados atualizados nos aplicativos, tratar os passageiros com urbanidade e seguir as regras do Código de Trânsito Brasileiro.

O texto ainda autoriza o poder público a desenvolver campanhas educativas em parceria com as plataformas, com fiscalização direta da administração municipal.

Emendas em análise

Ao todo, o PL recebeu 27 sugestões de alterações, entre emendas, subemendas e substitutivos. Em 2º turno, serão apreciadas propostas como a Emenda 1, de Dr. Bruno Pedralva (PT), que exige o uso de aparador de cerol, protetores de perna e motor e colete reflexivo; a Emenda 3, da Comissão de Mobilidade Urbana, que determina o compartilhamento de dados sobre viagens e acidentes; e a Emenda 13, de Pedro Rousseff (PT), que cria mecanismos para evitar jornadas superiores a dez horas, com pausas obrigatórias e intervalos mínimos entre turnos.

Também da Comissão de Mobilidade, a Emenda 2 fixa em 21 anos a idade mínima para atuar no serviço. A Emenda 5, de Dr. Bruno Pedralva, prevê a implantação de pontos de apoio em todas as regionais, com infraestrutura básica para os motociclistas. Já a Emenda 11, apresentada pelo líder do governo, Bruno Miranda (PDT), é um substitutivo que consolida e ajusta diversas propostas dos parlamentares, incluindo critérios de idade, fornecimento de equipamentos de segurança pelas operadoras e pontos de apoio em áreas estratégicas da cidade.

Se aprovado com maioria simples, o PL 19/2025 seguirá para redação final e, depois, para análise do Executivo, que poderá sancionar ou vetar parcial ou integralmente a nova regulamentação.

 

 

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