Instituição que desabou em BH e deixou 12 mortos já tinha laudos apontando riscos graves
O Ministério Público de Minas Gerais informou nesta sexta-feira que já tentava, na Justiça, interditar a Casa de Repouso Pró-Vida havia quase dez anos. O local desabou na madrugada de quinta-feira, no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte.
O desabamento deixou 12 mortos – entre eles 11 idosos e o filho do dono da instituição, Renato Duarte Terrinha Ramos, conhecido como Renatinho. Outras oito pessoas ficaram feridas e foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.
Segundo o Ministério Público, a Promotoria de Defesa da Pessoa Idosa fez dez vistorias no local ao longo de nove anos.
Em todas as inspeções foram encontrados problemas graves de higiene, segurança e condições de moradia.
A promotora de Justiça Jacqueline Ferreira Moisés, responsável pelo caso, disse que o cenário era alarmante e que, mesmo com as irregularidades, o número de idosos na instituição continuava aumentando.
Um laudo técnico emitido em 2024 foi categórico: o imóvel não tinha estrutura para funcionar como uma instituição de longa permanência para idosos e colocava os moradores em risco constante.
Apesar dos alertas e dos pedidos de fechamento feitos pelo Ministério Público, o processo na Justiça nunca chegou a ser julgado.
O caso agora reacende o debate sobre fiscalização de casas de repouso e também sobre a demora do Judiciário em decisões que envolvem risco à vida.


