Exoneração ocorre após denúncias e desgaste na gestão
A exoneração de Rossieli Soares da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, anunciada pelo governo ontem, segunda-feira (27), ocorre em meio a uma série de desgastes e episódios controversos que marcaram os oito meses de gestão do ex-secretário.
Sem detalhar os motivos da mudança, o governo oficializou a saída e nomeou Gustavo Braga para assumir o comando da pasta. A troca também provocou o cancelamento de uma audiência prevista para esta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em que Rossieli participaria de debate sobre a proposta de implantação de escolas cívico-militares.
Entre os principais episódios de repercussão durante a gestão está a denúncia apresentada ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Tribunal de Contas do Estado sobre supostas irregularidades em um contrato de R$ 348,4 milhões para compra de materiais didáticos destinados à rede estadual. A denúncia questiona a contratação sem licitação e aponta suspeitas de direcionamento. À época, o governo negou irregularidades.
Outro episódio que gerou críticas foi a confusão registrada durante um aulão promovido no Mineirão, em novembro do ano passado, que terminou em tumulto entre estudantes e levou o então secretário a prestar esclarecimentos à Assembleia.
A saída de Rossieli também chamou atenção pelo tom da comunicação oficial. Diferentemente do padrão adotado em mudanças no primeiro escalão, a nota do governo não agradeceu ao ex-secretário nem apresentou justificativas para a exoneração, concentrando-se na apresentação do novo titular da pasta.
Nas redes sociais, Rossieli afirmou que pretende se dedicar à saúde e à família, sem comentar os motivos do desligamento. A mudança abre um novo capítulo na condução da política educacional do Estado em meio a debates e questionamentos sobre a gestão da pasta.


