Motofaixa na Via Expressa será debatida em audiência

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A motofaixa foi autorizada em caráter experimental pela Secretaria Nacional de Trânsito. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

Câmara de BH discute segurança e impactos da faixa exclusiva para motos

A implantação experimental de uma motofaixa na Via Expressa será discutida em audiência pública nesta quinta-feira (20), às 13h30, no Plenário Helvécio Arantes, na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). A reunião é promovida pela Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços, a partir de requerimento do vereador Uner Augusto (PL).

O encontro deve reunir representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, empresas de aplicativos e entidades ligadas aos motociclistas para discutir os possíveis impactos da medida na segurança viária e na fluidez do trânsito.

A motofaixa foi autorizada em caráter experimental pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e será implantada na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek e em parte da Avenida Tereza Cristina, trechos que integram a Via Expressa. O percurso previsto fica entre o Viaduto Itamar Franco e a Avenida Babita Camargos, na divisa com Contagem, totalizando 16 quilômetros nos dois sentidos.

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Segundo Uner Augusto, a audiência será uma oportunidade para que o Executivo apresente os estudos técnicos que fundamentaram a proposta, o cronograma de implantação e os critérios que serão utilizados para avaliar os resultados da experiência.

Segurança no trânsito

Belo Horizonte registrou cerca de 6,5 mil sinistros de trânsito até junho deste ano, sendo mais de 5 mil envolvendo motocicletas. As avenidas Presidente Juscelino Kubitschek e Tereza Cristina concentraram, juntas, mais de 800 ocorrências.

A Prefeitura afirma que a motofaixa tem como objetivo melhorar a segurança viária e contribuir para a preservação de vidas.

Nota técnica elaborada para subsidiar a audiência aponta resultados positivos da experiência de São Paulo com a Faixa Azul, incluindo redução de mortes de motociclistas e queda de 26,6% na taxa de severidade dos sinistros. O documento, porém, destaca que os resultados precisam ser analisados considerando as características específicas de cada cidade.

O estudo também chama atenção para os impactos da medida sobre os demais veículos. A organização da circulação de motocicletas pode reduzir mudanças de faixa e conflitos com automóveis, aumentando a previsibilidade dos deslocamentos. Por outro lado, a destinação de espaço exclusivo pode diminuir a capacidade disponível para o tráfego geral.

A audiência poderá ser acompanhada presencialmente ou por transmissão ao vivo pelo portal da CMBH e pelo canal da Câmara no YouTube.

Entre os convidados estão representantes da Prefeitura, BHTrans, Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (AMABR), Uber Brasil, 99 App e Associação de Motoristas por Aplicativo de Minas Gerais (ASMOPLI-MG).

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