STF retoma julgamento do FGTS nesta quinta

Ministros julgam qual a taxa deve ser aplicada para a correção do FGTS.
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Julgamento será retomado

O julgamento sobre a legalidade da utilização da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será retomado nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na semana passada, os ministros Luís Roberto Barroso e André Mendonça votaram para considerar inconstitucional o uso da TR para correção. Para os ministros, a remuneração das contas não pode ser inferior ao rendimento da caderneta de poupança.

Após as manifestações dos dois magistrados, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira, às 14h. Faltam os votos de oito ministros. Ricardo Lewandowski, não vota, por causa da  aposentadoria. Com isso, a Corte não conta com o voto do 11° ministro.

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O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada pelo partido Solidariedade, em 2014. A alegação sustenta que a correção pela taxa, com rendimento próximo a zero, por ano, – não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.

FGTS

O FGTS funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. Ele foi criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego. 

No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais a multa de 40% sobre o montante.

Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR.

AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a extinção da ação no início do julgamento. No entendimento da AGU, segundo a Agência Brasil, as leis 13.446/2017 e 13.932/2019 estabeleceram a distribuição de lucros para os cotistas. Dessa forma, segundo o órgão, não é mais possível afirmar que o emprego da TR gera remuneração menor que a inflação real. 

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