ALMG debate campanha salarial dos bancários de BH e região

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Deputados vão discutir reivindicações, organização da categoria e mobilização nos bancos públicos. Foto: Guilherme Bergamini/Almg.

Audiência pública acontece amanhã, quarta-feira

A Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, amanhã, audiência pública para discutir o lançamento da campanha salarial 2026 dos bancários de Belo Horizonte e região.

A reunião será às 10h, no Auditório do Andar SE, na sede do Parlamento Mineiro.

A audiência foi requerida pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), a partir de solicitação de representantes do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região. Entre os assuntos previstos estão a Campanha Nacional dos Bancários, as reivindicações da categoria, a organização dos trabalhadores e os próximos passos da mobilização nos bancos públicos.

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Devem participar do encontro representantes do Sindicato dos Bancários de BH e Região, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG), da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), da Associação dos Gestores da Caixa Econômica Federal de Belo Horizonte (AGECEF-BH), da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal de Minas Gerais (APCEF/MG).

Impasse nas negociações

A audiência ocorre em meio a um impasse nas negociações entre os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo o Sindicato dos Bancários de BH e Região, a entidade encaminhou à CUT, no último domingo (6), um ofício que gerou reação entre trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Bancários que rejeitaram as propostas apresentadas e aprovaram greve a partir de 10 de setembro afirmam que a Fenaban teria informado que não pretende reabrir as negociações com sindicatos cujas assembleias rejeitaram as propostas. A federação também teria classificado a decisão como uma escolha de não participar da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional.

De acordo com os representantes dos trabalhadores, a interpretação não corresponde ao que foi decidido nas assembleias. A categoria sustenta que não abriu mão da negociação coletiva nem da CCT, mas considerou que as propostas apresentadas não atendiam às reivindicações e, por isso, aprovou a paralisação como forma de pressionar pela retomada das negociações.

As novas convenções coletivas estão previstas para serem assinadas amanhã, quarta-feira (9), às 14h.

Já confirmaram presença na audiência Clotário Cardoso, vice-presidente da Fenae e representante da Caixa Econômica Federal; Carlindo Dias de Oliveira, presidente da Fetrafi-MG; e Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT-MG, entre outros representantes da categoria.

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