UFMG é a melhor universidade do Brasil

Avaliação é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi novamente escolhida como a melhor do Brasil.  A avaliação foi divulgada nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segundo o Índice Geral de Cursos (IGC) 2021, a Universidade mantém IGC máximo desde 2007, quando o índice foi criado. “Na edição de 2021, a UFMG alcançou o valor contínuo de 4,368 no levantamento, o mais elevado entre todas as federais do país”, destaca a UFMG.

O IGC considera a média ponderada das notas do último triênio dos cursos de graduação e pós-graduação e é o principal dos indicadores utilizados pelo Ministério da Educação (MEC) para atestar a qualidade das instituições. O conceito abrange os cursos de graduação, mestrado e doutorado de instituições públicas (municipais, estaduais e federais) e privadas, com ou sem fins lucrativos.

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O Índice Geral de Cursos é referência para a definição de políticas públicas e para os processos de autoavaliação institucional, e também é utilizado pelo MEC como requisito, critério seletivo ou de distinção em seus processos. O cálculo do IGC engloba a média do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do último triênio avaliado (2017-2018-2019), a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu da instituição – com base em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino (graduação e pós-graduação stricto sensu).

A UFMG também é avaliada com Conceito Institucional (CI) máximo, 5, nota recebida no processo de recredenciamento institucional pelo qual passou em 2017.

Políticas e autoavaliação

“O reconhecimento da qualidade de nossos cursos pelo Inep é motivo de muito orgulho. As avaliações do órgão são competentes e confiáveis, feitas com base em parâmetros que refletem a realidade do Brasil. Valorizamos muito essa validação do trabalho coletivo desenvolvido na UFMG na busca por oferecer cursos de qualidade e pertinência para a sociedade”, afirma a reitora Sandra Goulart Almeida.  Ela acrescenta que o ótimo desempenho dos cursos é resultado de trabalho de muitos anos, feito por toda a comunidade universitária. Temos investido em políticas consistentes, tanto para a graduação quanto para a pós, e em processos de autoavaliação que garantem aprimoramento constante.”

O pró-reitor de Graduação, Bruno Teixeira, ressalta o fato de que a avaliação reflete, em parte, o percurso curricular cumprido durante a pandemia, com aulas remotas ou em regime híbrido. “Considerar as condições menos adequadas da rotina dos estudantes por um período bastante longo torna especialmente relevantes os resultados obtidos pela UFMG”,  diz. E o desempenho favorável de alguns cursos, na comparação com outros similares no país, entre outros indicadores, reforça que estamos no caminho certo.”

Conceito 4 ou 5

O Inep também divulgou o indicador CPC (Conceito Preliminar de Curso) dos cursos de graduação presenciais da UFMG que realizaram o Enade 2021: as licenciaturas e os bacharelados em Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Filosofia, Geografia, História e Química, as licenciaturas em Artes Visuais, Física, Letras (Português), Matemática e Música e os bacharelados em Ciência da Computação, Design, Pedagogia e Sistemas de Informação.

Todos os 23 cursos da UFMG que participaram da última edição do Enade apresentaram ótimo desempenho, alcançando conceito 4 ou 5 (três cursos com conceito 5 e 20 cursos com conceito 4). Nenhum curso teve diminuído o conceito CPC faixa; quatro cursos aumentaram seu conceito e 19 mantiveram o mesmo conceito obtido na última edição de que participaram. Ciência da Computação e Química, tanto bacharelado quanto licenciatura, obtiveram conceito 5. O curso de Filosofia Licenciatura apresentou evolução importante: seu conceito subiu de 3 para 4.  

Em relação ao conceito contínuo, 19 dos 23 cursos (83%) participantes aumentaram suas notas.

O cálculo do CPC considera o desempenho dos estudantes na prova do Enade (20% da nota); o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que é o valor agregado na formação (35%); o perfil do corpo docente (regime de trabalho e titulação) [30%] e a percepção dos estudantes sobre as condições do processo formativo (15% da nota).

Em instituições, como a UFMG, de grande procura no processo seletivo (o que significa notas altas dos aprovados no Enem, por exemplo), o IDD tende a ser mais baixo, e seu peso na composição da nota CPC é o mais alto (35%), há tendência de diminuição no CPC, mesmo com alto desempenho na nota Enade, como divulgado pela UFMG no ano passado.

A diretora de Avaliação Institucional, professora Viviane Birchal, observa que “os processos de avaliação externa e de autoavaliação possibilitam uma melhor percepção do retrato institucional, da direção em que caminhamos e, talvez o mais importante, possibilitam planejar e traçar metas para a melhoria contínua dos nossos cursos e da UFMG”.

Todos os dados da avaliação podem ser acessados no site do Inep.gov.br

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