E cobra resposta da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou sobre os ataques anunciados pelos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Em declaração nas redes sociais, Lula condenou a ação militar e defendeu uma resposta enérgica das Nações Unidas (ONU).
Segundo o presidente brasileiro, as ações “ultrapassam um limite inaceitável” e representam grave violação do direito internacional.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e estabelecem mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo rumo a um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, afirmou.
Lula ressaltou que o Brasil mantém posição histórica contrária ao uso da força em outros países e avaliou que a ofensiva remete aos “piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe”.
“Como presidente do Brasil, condeno essas ações e permaneço à disposição para promover o diálogo e a cooperação”, acrescentou.
Diante da escalada da crise, segundo a Agência Brasil, o Ministério das Relações Exteriores realizou uma reunião de emergência na manhã deste sábado. Lula participou por videoconferência, já que está no Rio de Janeiro, mas deve retornar a Brasília ainda hoje. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que estava de férias, também retornou à capital federal neste sábado.
As Forças Armadas da Venezuela reconheceram ontem, domingo (4) a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país. A decisão ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, conforme anunciado pelo governo norte-americano.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) já havia determinado que Delcy Rodríguez assumisse interinamente a presidência do país, em razão da ausência forçada de Nicolás Maduro após sua captura pelos Estados Unidos.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque em larga escala contra a Venezuela, com ações aéreas e terrestres em Caracas e outras cidades do país.
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