Aumento de 3,62% é considerado insatisfatório pela categoria.
O Projeto de Lei 2.309/2024, proposto pelo governador Romeu Zema (Novo), que concede um reajuste de 3,62% aos servidores civis e militares de Minas Gerais, está enfrentando diversos obstáculos no Parlamento mineiro.
Após ser retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) devido à ausência do relator, deputado Thiago Cota (PDT), o projeto volta a ser discutido na próxima reunião marcada para esta terça-feira, às 9h30.
Contexto e Controvérsia
Reajuste Insuficiente:
O reajuste proposto de 3,62% é inferior ao índice da inflação, gerando insatisfação entre servidores e resistência dentro da ALMG. Tanto a oposição quanto parte da base governista estão críticos em relação ao percentual proposto, considerando-o insuficiente para compensar as perdas inflacionárias.
Contraste com Outros Reajustes:
Na mesma semana, projetos que previam reajustes superiores para servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Ministério Público (MPMG), Assembleia Legislativa, Defensoria Pública e Tribunal de Contas do Estado (TCE) foram rapidamente aprovados e sancionados pelo governador em exercício Mateus Simões (Novo).
Emendas ao Projeto:
O PL 2.309/2024 recebeu pelo menos 15 emendas, com 11 provenientes da oposição e quatro da base governista, segundo o itatiaia.com. Uma das emendas mais notáveis propõe elevar o índice de reajuste para 298%, refletindo o aumento escalonado anteriormente aprovado para os salários do governador, seu vice e o primeiro escalão do governo.
Desafios no Parlamento
Tramitação nas Comissões:
O projeto precisa ser aprovado em três comissões antes de seguir para votação no plenário. Até agora, não conseguiu avançar em nenhuma das comissões.
Debate Político:
O reajuste salarial enfrenta oposição vigorosa tanto de parlamentares contrários ao governo Zema quanto de servidores públicos que consideram o aumento proposto insuficiente.
Próximos Passos
A reunião da CCJ na próxima terça-feira será crucial para o destino do PL 2.309/2024. A deliberação nessa comissão pode determinar se o projeto avançará para as próximas fases de tramitação ou se enfrentará mais adiamentos.
O desfecho desta discussão terá um impacto significativo não só nas finanças dos servidores públicos, mas também na imagem do governo Zema e na sua capacidade de negociação com o legislativo estadual.
Em resumo, o Projeto de Lei 2.309/2024 é um ponto focal de tensão política em Minas Gerais, refletindo a complexidade de equilibrar as demandas dos servidores públicos com as limitações fiscais e as prioridades políticas do governo estadual.














