Governo investe R$ 3,1 bi para reduzir desigualdades regionais

Lancamento de editais pelo Governo Federal no Balcao News Lancamento de editais pelo Governo Federal no Balcao News
Foram lançados cinco novos editais voltados ao desenvolvimento científico regional e nacional. Foto: Luara Baggi/MCTI.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou um robusto pacote de investimentos de R$ 3,1 bilhões, destinado a impulsionar a ciência, a tecnologia e a inovação em todo o país, com ênfase nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A iniciativa, que busca reduzir as desigualdades regionais e fortalecer o sistema de inovação brasileiro, foi oficializada em uma solenidade realizada no Rio de Janeiro, no dia 16 de outubro de 2024, com a presença de representantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O pacote abrange um conjunto de editais e programas, como a Chamada Universal 2024, o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), o Pró-Infra Desenvolvimento Regional, além de editais da Finep para parques tecnológicos. Esses recursos visam incentivar pesquisas estratégicas, modernizar a infraestrutura científica e fomentar redes colaborativas de pesquisa em áreas de grande relevância para o desenvolvimento nacional.

Detalhes dos investimentos e editais

O total de R$ 3,1 bilhões será distribuído da seguinte maneira: R$ 2,4 bilhões alocados em programas como a Chamada Universal 2024 e o INCTs, além de R$ 700 milhões destinados a iniciativas como o Pró-Infra e editais da Finep. A seguir, exploramos com mais detalhes como esses recursos serão aplicados em prol da inovação e do desenvolvimento científico do país.

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Chamada Universal e fortalecimento da pesquisa nacional

A Chamada Universal 2024, um dos pilares do investimento, contará com aproximadamente R$ 450 milhões, um aumento de 50% em comparação à edição anterior. Esse edital é voltado para apoiar pesquisas de todas as áreas do conhecimento, sendo dividido em duas faixas:

  • Faixa A: destinada a grupos emergentes, com projetos de até R$ 200 mil.
  • Faixa B: voltada para grupos consolidados, com projetos de até R$ 300 mil.

Cerca de 30% desses recursos serão direcionados a instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçando o compromisso de reduzir as assimetrias regionais no desenvolvimento científico.

Expansão do Programa INCTs

Outro destaque do pacote é a ampliação do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que verá um aumento significativo no financiamento em relação à última edição. O valor investido saltará para R$ 1,5 bilhão, quadruplicando o orçamento de 2022. Cada projeto poderá receber até R$ 15 milhões, duplicando a capacidade de financiamento em comparação ao ciclo anterior.

Esse programa visa criar redes de pesquisa colaborativa de caráter interdisciplinar, focadas em enfrentar desafios nacionais estratégicos, como mudanças climáticas, energias renováveis e saúde pública. Assim como na Chamada Universal, 30% dos recursos serão reservados para propostas de instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com o objetivo de descentralizar o desenvolvimento científico.

Redução das desigualdades regionais em infraestrutura de pesquisa

Para enfrentar as assimetrias no ambiente de inovação, o Governo Federal lançou a chamada MCTI/FINEP/FNDCT – Pró-Infra Desenvolvimento Regional, com um montante de até R$ 600 milhões. Esse recurso será direcionado ao fortalecimento da infraestrutura de pesquisa nas regiões menos desenvolvidas do país, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A chamada pública será realizada em duas etapas. Na primeira, serão aplicados R$ 300 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), enquanto a segunda etapa será desenvolvida em parceria com os estados, que deverão aportar recursos conforme a proporção de investimento definida por região.

Essa iniciativa busca não apenas aprimorar a infraestrutura física das instituições de pesquisa, mas também fixar e desenvolver recursos humanos nessas áreas, promovendo uma maior integração entre estados e o fortalecimento de redes de inovação locais.

Editais da Finep para parques tecnológicos

Além dos investimentos na pesquisa acadêmica, o Governo também está destinando recursos à criação e consolidação de parques tecnológicos nas regiões menos desenvolvidas. A chamada pública MCTI/Finep/FNDCT-Verde Amarelo/Parques Tecnológicos – 01/2024 destinará R$ 100 milhões para apoiar estados como Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Esses parques tecnológicos são ambientes dedicados à inovação, nos quais empresas, universidades e centros de pesquisa podem colaborar para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções. O valor por proposta pode variar de R$ 4 milhões a R$ 10 milhões, com critérios que incluem a contribuição para o desenvolvimento regional, a ligação ao plano de inovação local e as parcerias com hubs de inovação.

Aumento das Bolsas de Produtividade

Outro avanço significativo é o aumento do orçamento destinado às Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ), Produtividade em Pesquisa Sênior (PQ-Sr) e Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), administradas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O investimento total será de R$ 466,7 milhões, representando um acréscimo de R$ 160 milhões em relação ao ano anterior.

Entre as principais novidades está a unificação dos editais das bolsas, que agora abrangem as três categorias de produtividade, com submissões abertas até 30 de dezembro de 2024. As novas bolsas entrarão em vigor a partir de 1º de agosto de 2025, com vigências ajustadas para variar de 3 a 5 anos, dependendo do nível de produtividade do pesquisador.

Essa expansão é parte do esforço do Governo em valorizar o trabalho dos cientistas e promover o desenvolvimento tecnológico e inovador no país, garantindo melhores condições de trabalho e continuidade em projetos de pesquisa de longo prazo.

Parcerias e impacto nacional

Em discurso durante a solenidade, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o caráter transversal da ciência e tecnologia no governo federal, mencionando o trabalho conjunto com estados, secretarias e fundações de amparo à pesquisa. A ministra também enfatizou a importância da colaboração com a Academia Brasileira de Ciências e a SBPC, que têm sido parceiras fundamentais na construção das políticas de inovação no Brasil.

“A ciência e a tecnologia são temas fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país, e o Brasil tem mostrado a importância de investir nessas áreas. Esse pacote de investimentos não só fortalece a infraestrutura de pesquisa, mas também oferece oportunidades concretas para que as regiões menos desenvolvidas se integrem ao cenário de inovação nacional”, afirmou a ministra.

Além disso, o presidente da Finep, Celso Pansera, reforçou o papel essencial do FNDCT na recomposição dos investimentos em ciência e tecnologia. Segundo Pansera, os novos editais marcam um ponto de virada na gestão do governo Lula, oferecendo à comunidade científica a possibilidade de avançar em projetos de grande impacto.

Oportunidades para o futuro

Esses investimentos representam um avanço significativo para o futuro da inovação no Brasil. Ao direcionar recursos para regiões que historicamente receberam menos apoio no desenvolvimento de suas infraestruturas de pesquisa, o Governo Federal busca equilibrar o cenário científico e tecnológico, criando condições para o surgimento de novos talentos e tecnologias que poderão beneficiar todo o país.

As iniciativas também fortalecem a capacidade do Brasil de enfrentar desafios globais, ao incentivar pesquisas em áreas estratégicas como energias renováveis, saúde pública, mudanças climáticas e tecnologia digital. Com um financiamento robusto e um foco em parcerias colaborativas, o país dá mais um passo em direção à consolidação de um ambiente de inovação forte e inclusivo.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social Presidência da República.

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