Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), compilados pelo Sebrae Minas, o estado encerrou o mês com saldo positivo de 29.083 postos de trabalho, resultado de 243.508 admissões e 214.425 desligamentos.
Com esse resultado, Minas Gerais ocupa a segunda posição no ranking nacional de geração de empregos, atrás apenas de São Paulo.
O estado conta, atualmente, com um estoque de 4.906.526 empregos formais, dos quais 56,1% estão nas Micro e Pequenas Empresas (MPEs).
As MPEs foram responsáveis por 57,5% dos novos postos de trabalho em abril, com saldo de 16.730 contratações, quase o dobro do registrado em março (8.374). Embora esse número represente leve recuo de 2,2% em relação a abril de 2024, ele evidencia a força dos pequenos negócios na dinamização da economia regional.
Todos os setores avaliados apresentaram saldo positivo nas MPEs, com destaque para:
Serviços: +9.563 vagas
Comércio: +2.582 vagas
Indústria da Transformação: +2.184 vagas
Entre as atividades econômicas que mais contrataram estão: Cultivo de Café (1.276 vagas), Restaurantes e Similares (775), Transporte Rodoviário de Cargas (545), Serviços de Engenharia (521) e Serviços de Escritório (499).
O perfil dos trabalhadores contratados pelas MPEs mostra predominância de homens (57,5%), com maior concentração entre jovens de 18 a 24 anos (29%), sendo que 66,8% possuem ensino médio completo. O salário médio de admissão foi de R$ 1.992,59, cerca de R$ 50 abaixo da média de demissão (R$ 2.043,13).
Desafios e perspectivas
Apesar dos números positivos, o acumulado de vagas no quadrimestre (60.697) mostra retração de 45,6% em relação ao mesmo período de 2024. A queda nos ritmos de admissão em março e abril também acende um sinal de alerta quanto à possível moderação no mercado.
As projeções do Banco Central para 2025 apontam crescimento de 2,18% no PIB, abaixo dos 3,4% de 2024, com inflação estimada em 5,4% e taxa Selic prevista em 14,75% ao ano – fatores que podem limitar o consumo das famílias e o dinamismo das empresas.
“O mercado de trabalho mineiro apresenta sinais positivos, sustentado, principalmente, pelo dinamismo das micro e pequenas empresas. Contudo, a desaceleração do ritmo de admissões, somada a um cenário macroeconômico mais desafiador e à persistência de incertezas, exige atenção contínua”, avalia Bárbara Castro, analista do Sebrae Minas.
Sobre o Inteligência Sebrae
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