Após dois meses de municipalização, o Novo Anel Viário de Belo Horizonte já mostra sinais claros de transformação.
A Prefeitura da capital mineira intensificou as ações de manutenção, limpeza, segurança viária e gestão do tráfego em toda a extensão do corredor. O balanço é robusto: mais de 5,5 quilômetros de vias recapeadas, 648 toneladas de resíduos removidos e mais de 770 patrulhamentos realizados.
As melhorias começaram nos principais acessos do Novo Anel, como as avenidas Amazonas, Cristiano Machado, Antônio Carlos e Carlos Luz (Catalão). Houve recapeamento de trechos, operação tapa-buracos em 18 pontos nas regionais Noroeste e Pampulha, e recuperação de viadutos, pontes e passarelas — entre elas, o Viaduto São Francisco. A drenagem também passou por manutenção nas regionais Barreiro e Pampulha.
Limpeza pesada em várias frentes
A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) executou uma ampla força-tarefa com capina, roçada, remoção de entulhos e de animais mortos. Em julho, cerca de 100 garis atuaram na limpeza das alças do Viaduto Otto Lara Resende, acesso à Cristiano Machado, na região Nordeste. Na Pampulha, 104 garis trabalharam nos viadutos das avenidas Catalão, Antônio Carlos e Cristiano Machado.
Outros 59 garis cuidaram do trecho entre o trevo da Catalão e o Viaduto São Francisco, enquanto, no Barreiro, 44 garis roçaram e limparam a faixa entre a Avenida Teresa Cristina e a Rua Marcelo Torres.
Em áreas de descarte irregular, o volume recolhido impressiona. Só no cruzamento com a Rua Professor Milton Campos, na região Oeste, foram 59,1 toneladas. No bairro Engenho Nogueira, na Pampulha, 60 toneladas de terra e entulho foram retiradas. Já no São Francisco, mais 40 toneladas foram removidas.
A chefe do Departamento de Serviços de Limpeza Urbana da SLU, Erika Resende, lembra que o esforço coletivo é fundamental: “O Novo Anel é do município, mas também da população. É preciso se apropriar e conservar”.
Trânsito com respostas rápidas e integradas
As intervenções não se limitaram à infraestrutura física. Nos dois últimos meses, a Prefeitura atuou em 447 ocorrências viárias, com foco na segurança e fluidez do tráfego. Ações de sinalização, conservação do pavimento e monitoramento contínuo complementaram o trabalho.
Houve atendimento a acidentes envolvendo veículos leves e pesados, sempre com sinalização emergencial. O gerente de Operação Rodoviária da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR), Guilherme Rocha, destaca que 15 pontos com câmeras garantem o controle em tempo real do tráfego.
Um dos destaques foi o simulado de atendimento a acidentes com produtos perigosos, promovido em parceria com a EPR e outros órgãos rodoviários. Participaram 35 agentes — 20 da BHTrans/SMMUR e 15 da Guarda Civil Municipal — em um exercício que testou protocolos de emergência e fortaleceu a integração entre as instituições.
Equipamentos e estatísticas reforçam mobilidade
No período, foram registrados 145 acidentes — 81 sem vítimas e 64 com feridos. Além disso, houve 191 registros de panes mecânicas. Em todas as situações, os agentes intervieram diretamente para garantir a remoção rápida dos veículos e reduzir os impactos no trânsito.
A BHTrans mantém três reboques pesados — um com munck — e conta com contrato de remoção que possibilita acionar até seis reboques pesados e superpesados em casos de emergência. A estrutura permite resposta ágil e mais segurança para motoristas e pedestres.

