Defesa de Bolsonaro nega provas de golpe

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O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi disse que acusação se baseia apenas numa delação. Foto: Fábio Rodrigues -Pozzebom/ Agência Br.

Sustentação da defesa no STF

Durante o segundo dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reafirmou que “não há uma única prova” que o vincule à trama golpista investigada pela Polícia Federal.

O advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro foi “dragado” para os fatos e que não atentou contra o Estado Democrático de Direito.

Para Vilardi, a acusação se sustenta em uma delação e em uma minuta encontrada no celular de um delator. “Esse é o epicentro do processo. A partir daí, a investigação da Polícia Federal e a denúncia do Ministério Público resultaram em uma sucessão inacreditável de fatos”, declarou.

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O advogado ainda criticou a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, alegando que ele não é confiável por ter mudado de versão diversas vezes. Segundo Vilardi, essas contradições deveriam levar à anulação do acordo de colaboração.

STF julga Bolsonaro e aliados

A Primeira Turma do STF começou a julgar Bolsonaro e outros sete aliados pelo suposto envolvimento em uma articulação para tentar um golpe de Estado. Eles fazem parte do núcleo principal da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em fevereiro, segundo a Agência Brasil,  a PGR denunciou Bolsonaro e mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Acusação da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Bolsonaro e o general Braga Netto, ex-ministro e vice em sua chapa nas eleições de 2022, tiveram papel central na “trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas”.

No primeiro dia de julgamento, Gonet destacou que provas documentais, testemunhos e registros confirmam a tentativa de golpe de Estado. “Não há como negar fatos praticados publicamente, planos apreendidos, diálogos documentados e bens públicos deteriorados”, disse.

Segundo ele, reuniões, discursos e ameaças de Bolsonaro teriam sido calculados para insuflar sua militância.

Entre os episódios citados estão uma reunião ministerial de julho de 2021 e o discurso de 7 de setembro do mesmo ano, quando o então presidente afirmou a apoiadores que “só saio preso, morto ou com vitória”.

Para Gonet, a condenação de Bolsonaro e de seus aliados é “imperativa” para garantir a preservação do regime democrático.

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