Congonhas do Norte é incluída na microrregião produtora do Queijo Minas Artesanal do Serro

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A microrregião produtora do Queijo Minas Artesanal do Serro passa a contar com 11 municípios. Foto: Diego Vargas/ Agência MG.

 

O município de Congonhas do Norte, na região Central de Minas Gerais, passou oficialmente a integrar a microrregião produtora do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro.

A inclusão foi oficializada na terça-feira (11/11) pelo Governo de Minas, reconhecendo o modo de fazer tradicional dos produtores locais e reforçando o valor cultural e econômico do queijo artesanal mineiro.

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“Esta inclusão é um reconhecimento do trabalho desses produtores e vai beneficiar o município, a região e o estado. A iniciativa agrega valor ao queijo, divulga o município, estimula a organização dos produtores e incentiva a regularização”, destacou o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura (Seapa-MG), Gilson Sales.

O subsecretário ressaltou ainda que a conquista contribui para a valorização da cultura local e o estímulo ao turismo rural na cidade, conhecida por suas belezas naturais.

Sonho antigo da comunidade queijeira

A diretora de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa-MG, Isabela Gruppioni, explicou que a inclusão de Congonhas do Norte na microrregião do Serro era uma antiga reivindicação dos produtores locais, envolvendo esforços da comunidade, da prefeitura e do Sistema Agricultura do Estado, composto por Seapa-MG, Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

O processo começou há quatro anos, com a elaboração de um dossiê histórico e técnico sobre o modo de fazer do queijo local.

O documento foi aprovado pela Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro (Apaqs), entidade detentora da Indicação Geográfica (IG) de Procedência do QMA do Serro.

Pesquisas de campo realizadas pela Emater-MG confirmaram que o relevo, o solo, o clima e a receita dos queijos produzidos em Congonhas do Norte são semelhantes aos das cidades já integrantes da microrregião.

Com base nesses estudos, o IMA elaborou a portaria publicada no Diário Oficial do Estado, formalizando a inclusão.

Esse ato de reconhecimento e caracterização possibilitará aos produtores do município incluir o nome da região em seus produtos, agregando valor em mercados e concursos estaduais e nacionais”, comemorou o diretor técnico do IMA, André Almeida Duch.

Tradição passada de geração em geração

A história do queijo em Congonhas do Norte é marcada pela tradição familiar. O produtor José Tadeu, de 49 anos, aprendeu a fazer queijo com o pai ainda na infância e hoje fabrica 28 peças por dia com a mesma receita transmitida por gerações.

“As vacas é que cuidam da gente. Graças a elas, eu e minha mulher educamos três filhos”, contou.
“Ter o selo do Queijo Minas Artesanal do Serro representa a esperança de vender nosso produto para fora da cidade e até para outros estados.”

Para Isabela Gruppioni, o reconhecimento também traz ganhos econômicos diretos:

A inserção vai agregar valor ao produto, garantindo mais possibilidades de comercialização, pois hoje os consumidores buscam conhecer a origem do alimento”, observou.

Onze municípios integram a microrregião

Com a inclusão de Congonhas do Norte, a microrregião produtora do Queijo Minas Artesanal do Serro passa a contar com 11 municípios:
Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas, Serro e Congonhas do Norte.

“Ter mais um município é um acréscimo gigantesco. São cerca de 80 produtores em Congonhas do Norte que fazem um queijo de qualidade excepcional. É muito importante que estejam conosco para desenvolvermos nossos projetos coletivos”, afirmou o presidente da Apaqs, José Ricardo.

Patrimônio imaterial de Minas e do Brasil

O modo de fazer do Queijo Minas Artesanal do Serro foi reconhecido em 2002 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) como o primeiro bem cultural registrado de Minas Gerais.

Em 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estendeu o reconhecimento a nível nacional, contemplando as regiões do Serro, Serra da Canastra e Serra do Salitre, reafirmando o queijo artesanal como símbolo da identidade e da cultura mineira.

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