Audiência acontece na próxima segunda dia 24
A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, na próxima segunda-feira, dia 24, uma audiência pública para discutir as ações do Governo do Estado no combate ao crime organizado com atuação em território mineiro.
A reunião será às 14h, no Auditório José Alencar.
O debate foi solicitado pelo presidente do colegiado, deputado Sargento Rodrigues (PL), que aponta a necessidade de avaliar os reflexos das recentes operações policiais no Rio de Janeiro e em outros estados limítrofes, bem como possíveis impactos sobre a segurança em Minas Gerais.
Objetivo é avaliar riscos e estratégias de contenção
Segundo o requerimento, a audiência buscará compreender como as ações interestaduais podem influenciar o avanço de facções e crimes organizados em Minas. O Estado tem implementado medidas para prevenir a migração de grupos criminosos e fortalecer mecanismos de investigação e inteligência.
Entre os convidados confirmados estão o subsecretário de Integração da Segurança Pública da Sejusp, Christian Vianna de Azevedo; o superintendente de Investigações e Polícia Judiciária da Polícia Civil, Julio Wilke; e o promotor coordenador do GAECO, Giovani Avelar Vieira.
Também foram convidados o procurador-geral de Justiça do MPMG, Paulo de Tarso Morais Filho, e o comandante-geral da PMMG, Cel. Carlos Frederico Otoni Garcia.
Minas na rota de facções nacionais
Reportagem divulgada em outubro aponta que pelo menos 35 organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas são monitoradas pela Polícia Civil em Minas.
Facções como o Comando Vermelho (CV), o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) já estariam atuando na capital e em outras regiões do estado.
Especialistas chamam atenção para a posição geográfica estratégica de Minas Gerais — fator que amplia o interesse de grandes organizações em usar o estado como rota de tráfico e expansão territorial.
O deputado Sargento Rodrigues afirma que a comissão acompanha o avanço dessas organizações em diversas regiões, incluindo a Grande BH, o Norte, o Sul, o Triângulo e a Zona da Mata.
“São organizações criminosas que ali estão fincando seus tentáculos”, alertou.
Deputado critica falta de investimentos
Para o parlamentar, a situação é agravada por falta de investimentos nas forças de segurança estaduais.
“Não há investimento em viaturas novas, não há investimento em armamento, temos coletes vencidos e, além do mais, não há valorização profissional”, criticou.
Ações integradas de combate ao crime organizado
Em 2024, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública firmou cooperação com a Polícia Civil para criar o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (GERCO). A ação integra serviços de inteligência, equipes de investigação e forças operacionais.
Desde 2013, o Ministério Público também mantém o GAECO, que possui sede em Belo Horizonte e 12 unidades regionais, atuando no enfrentamento a organizações criminosas em todo o território mineiro.
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