Governo de Minas anuncia recomposição salarial de 5,4% para servidores

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Cerca de 673 mil servidores serão beneficiados. Foto: Gil Leonardi-Agência MG.

Impacto estimado é de aproximadamente R$ 3,4 bilhões por ano na folha de pagamento

O governo de Minas Gerais anunciou ontem, segunda-feira (2) uma recomposição salarial de 5,4% para todo o funcionalismo público estadual. A medida contempla servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta e será retroativa a 1º de janeiro de 2026.

Segundo o Executivo, cerca de 673 mil servidores serão beneficiados. O impacto estimado é de aproximadamente R$ 3,4 bilhões por ano na folha de pagamento.

O projeto de lei que formaliza o reajuste será enviado ainda neste mês à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A data de pagamento dependerá da aprovação pelos deputados estaduais e, posteriormente, da sanção do governador Romeu Zema.

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Magistério e piso nacional

De acordo com o governo, a recomposição também assegura que o vencimento básico inicial dos servidores do magistério do Poder Executivo estadual volte a ser equivalente, de forma proporcional, ao piso nacional da categoria.

A medida atende a uma das principais demandas históricas dos profissionais da educação, especialmente no que diz respeito à equiparação ao piso definido nacionalmente.

Histórico recente de reajustes

O último reajuste geral semelhante foi concedido em 2024, quando o governo sancionou aumento de 4,62% para todo o funcionalismo estadual. O índice foi aplicado na folha de pagamento em julho daquele ano, também com retroatividade a 1º de janeiro de 2024.

Na ocasião, o percentual foi elevado de 3,62% para 4,62% por meio de emenda enviada à ALMG, após pressão e mobilizações de servidores. O índice correspondeu à inflação registrada em 2023.

A tramitação foi marcada por protestos de categorias que também reivindicavam a recomposição referente à inflação de 2022.

Com o novo anúncio de 5,4%, o governo volta a adotar a política de recomposição inflacionária anual, mas o texto ainda dependerá de debate e votação na Assembleia antes de produzir efeitos financeiros na folha.

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