Galo: O ano vai ser difícil!
Primeiro: trocar de treinador, mesmo no início da temporada, raramente combina com títulos. A história recente mostra isso.
Basta olhar o Flamengo: mesmo com um elenco caríssimo, acumulou mudanças no comando e deixou escapar conquistas e inúmeras taças.
No caminho oposto, o Palmeiras colhe os frutos da estabilidade. Desde a chegada de Abel Ferreira, construiu uma identidade e empilhou títulos nos últimos anos.
No Atlético, a gestão da SAF, liderada por Rubens Menin e companhia, parece priorizar mais o futuro do que o presente, com foco quase exclusivo no sucesso financeiro. E o torcedor, onde fica nessa equação?
Segundo: em um ano com Copa do Mundo e datas FIFA, o cenário tende a se repetir. Elenco reformulado, treinador trocado no meio do caminho e um discurso mais voltado ao caixa do que ao campo.
Resultado? A pergunta é inevitável: disputar o quê?
A resposta é dura: pouco ou nada.
Fora do grupo dos oito primeiros nas 8 rodadas iniciais do Brasileirão, o Atlético vai pagar o preço da largada ruim. Resta mudar o foco: brigar por vaga na Libertadores e tentar algo na Copa do Brasil.
É a realidade!
Né não?
Afonso Canabrava
Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo, há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.
Instagram: @afonsocanabrava
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