Obras do trevo do Belvedere foram retomadas

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Segundo a prefeitura, não houve necessidade de realizar uma nova licitação. Foto: Divulgação/BH Shopping.

Prefeitura de Belo Horizonte confirma reinício da ampliação do acesso entre a MGC-356 e Raja Gabaglia

As obras de ampliação do trevo do Belvedere serão retomadas nesta quarta-feira (8), após um período de paralisação.

A obra prevê a ampliação das pistas de acesso entre a MGC-356 e a Avenida Raja Gabaglia, com a construção de faixas adicionais nos dois lados do viaduto. O objetivo é melhorar a fluidez do trânsito em um dos pontos de maior movimento da capital mineira.

A conclusão dos trabalhos ficará sob responsabilidade da Construtora Itamaracá, segunda colocada na licitação original. A empresa foi convocada após a rescisão definitiva do contrato com o Consórcio Alargamento do Viaduto BH Shopping, responsável pelo início da obra.

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Segundo a prefeitura, não houve necessidade de realizar uma nova licitação, já que a legislação permite a convocação da segunda colocada quando a vencedora perde o contrato.

A administração municipal informou ainda que rejeitou o último recurso apresentado pelo consórcio e manteve a decisão de rescindir o contrato. Com isso, permanecem válidas as penalidades aplicadas à empresa.

De acordo com a PBH, o consórcio descumpriu obrigações contratuais, apresentou falhas na execução dos serviços e não corrigiu irregularidades apontadas pela fiscalização, mesmo após sucessivas notificações.

Além da rescisão contratual, a empresa foi multada em mais de R$ 2 milhões e ficará impedida de contratar com a Prefeitura de Belo Horizonte pelo período de dois anos.

A obra, iniciada em julho de 2025, tem investimento estimado em R$ 16 milhões e é considerada estratégica para reduzir os congestionamentos no acesso entre a MGC-356 e a Avenida Raja Gabaglia.

Relembre

Os trabalhos foram interrompidos em junho deste ano, quando a Secretaria Municipal de Obras anunciou a rescisão do contrato com o consórcio responsável. Na ocasião, um processo administrativo apontou atrasos injustificados, baixo desempenho na execução, descumprimento de exigências técnicas e falhas no cronograma da obra.

Em resposta, o consórcio afirmou que foi surpreendido pela decisão e atribuiu os atrasos a inconsistências no projeto elaborado pela prefeitura, além do embargo para retirada de árvores na área da intervenção.

Com a entrada da nova empresa, a expectativa da administração municipal é concluir a ampliação do trevo e melhorar a mobilidade em uma das principais ligações viárias da Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

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