Desempenho foi sustentado pela indústria extrativa
A indústria brasileira cresceu 0,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados do IBGE analisados pela Gerência de Economia da FIEMG. O resultado representa estabilidade da atividade industrial em meio à desaceleração da economia.
O desempenho foi sustentado pela indústria extrativa, que avançou 3,4% no período. Em contrapartida, a indústria de transformação e a construção recuaram 0,4% cada, enquanto o segmento de energia e saneamento caiu 1%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a indústria apresentou alta de 1,5%. A indústria extrativa teve crescimento de 12%, impulsionada principalmente pelo aumento da produção de petróleo e gás natural. Já a indústria de transformação recuou 0,9%.
O resultado ocorre em um cenário de perda de ritmo da economia brasileira. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, abaixo da expansão de 1% registrada nos primeiros três meses do ano.
Para a economista da FIEMG Juliana Gagliardi, a retração do consumo das famílias é um dos principais pontos de atenção. Segundo ela, os juros elevados e o endividamento das famílias limitam a capacidade de consumo e reduzem o dinamismo do mercado interno.
A FIEMG projeta crescimento de quase 2% para a indústria brasileira em 2026. Para 2027, a expectativa é de desaceleração, com avanço estimado em 1,2%.
A indústria extrativa deve continuar como principal suporte do setor, enquanto a indústria de transformação tende a enfrentar um cenário mais desafiador.
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