Diversidade agrícola coloca Minas Gerais na liderança de múltiplas cadeias produtivas

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Estado também ocupa posições de destaque nacional em culturas como morango, alface, alho, abacate, girassol e batata inglesa,. Foto: Divulgação/Emater-MG;

O morango é o carro-chefe dessa diversidade

A ampla capacidade produtiva de Minas Gerais é reconhecida em todo o país — e vai muito além dos tradicionais café e leite, produtos que costumam ser lembrados quando se fala da agricultura mineira.

O que muitos desconhecem é que o estado também ocupa posições de destaque nacional em culturas como morango, alface, alho, abacate, girassol e batata inglesa, consolidando-se como um dos territórios mais diversos e produtivos do Brasil.

Morango: liderança absoluta e motor do turismo regional

O morango é o carro-chefe dessa diversidade. Minas Gerais produz mais de 157 mil toneladas por ano, com destaque para cidades do Sul do estado, como Estiva, Pouso Alegre e Bom Repouso. Nessa região, o clima ameno, a altitude e a tradição agrícola das famílias transformaram o morango em um símbolo cultural e econômico.

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Além de abastecer mercados de diferentes regiões do país, a fruta impulsiona o turismo rural, com colheitas, festas temáticas e rotas gastronômicas que atraem visitantes durante todo o ano.

Alho e marmelo: tradição e produção em alta

Outro destaque surpreendente é o alho, ingrediente indispensável na culinária mineira e presente na mesa diária das famílias brasileiras. Cultivado especialmente no Alto Paranaíba, o estado registrou cerca de 86 mil toneladas produzidas em 2024, garantindo a liderança nacional.

O marmelo, fruta típica de clima frio e muitas vezes associada à produção de marmelada, doce tradicional de Minas, também coloca o estado no topo do ranking, com 342 mil toneladas no último ano. A cultura, presente sobretudo em pequenas propriedades, resiste ao tempo e mantém viva uma tradição centenária.

Culturas industriais ganham força: girassol, abacate e borracha natural

Se nas hortas e pomares Minas já se sobressai, nas culturas industriais o cenário é igualmente promissor. O estado ocupa o segundo lugar nacional na produção de borracha natural, com quase 49 mil toneladas, reforçando sua presença em cadeias produtivas de maior valor agregado.

O girassol, que vem ganhando espaço em função da demanda crescente por óleos mais saudáveis e alternativas para rotação de culturas, rendeu 8,3 mil toneladas. Já o abacate, cuja produção atinge 135 mil toneladas, figura entre as culturas emergentes mais promissoras, impulsionada pelo mercado interno e externo.

O avanço dessas culturas é explicado tanto pelo interesse do mercado quanto pela adaptação às condições climáticas e de solo encontradas em diferentes regiões do estado.

Diversidade que nasce da geografia e se consolida com políticas públicas

De acordo com Feliciano Nogueira, superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), essa diversidade não é fruto do acaso. “Minas é privilegiada por abrigar três biomas distintos — cerrado, mata atlântica e caatinga —, o que garante uma variedade climática e de relevo que favorece múltiplas cadeias produtivas”, destaca.

A localização estratégica do estado, cercado por grandes centros consumidores como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, amplia ainda mais as oportunidades de comercialização e escoamento da produção.

Outro fator determinante é a força da agricultura familiar, responsável por cerca de 70% das propriedades rurais mineiras. Por natureza, esses produtores tendem a diversificar o cultivo como forma de proteger a renda e reduzir riscos ligados ao clima e ao mercado.

Feliciano ressalta que essa pluralidade produtiva é resultado direto da combinação entre vocação natural, força de mercado e políticas públicas consistentes. “O Estado atua de maneira decisiva em pesquisa, assistência técnica e defesa agropecuária, garantindo suporte ao produtor e incentivando a diversificação, desde o desenvolvimento de tecnologias até o acesso ao crédito e à comercialização”, afirma.

Hortaliças e grãos: presença forte nos principais rankings nacionais

Minas Gerais também figura entre os maiores produtores de alimentos amplamente consumidos pelos brasileiros. O estado ocupa o primeiro lugar nacional na produção de batata inglesa, produto presente no dia a dia da população e essencial para o abastecimento de feiras, sacolões e supermercados.

Além disso, o estado está entre os três maiores produtores de amendoim, cebola e tomate, com destaque para este último, que movimenta economias inteiras em regiões como o Alto Paranaíba e o Oeste. Municípios como Carmópolis são exemplos da força dessa cadeia, que impulsiona agroindústrias, gera empregos e mantém vivas tradições locais.

Um mosaico que impulsiona o desenvolvimento rural

A diversidade agrícola de Minas Gerais confirma a capacidade do estado de produzir alimentos variados, fortalecer economias regionais e atender às demandas de diferentes mercados. Do morango ao abacate, do alho à borracha natural, Minas se consolida como um dos mais importantes polos agropecuários do Brasil — um mosaico de culturas que impulsiona o desenvolvimento econômico e preserva tradições que atravessam gerações.

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