Projeto Via Liberdade prevê quase R$ 5 bilhões em investimentos
O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram, nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, da assinatura do contrato de concessão do Lote Rodoviário Ouro Preto–Mariana, batizado de Via Liberdade.
O projeto é conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e representa um dos maiores investimentos em infraestrutura viária de Minas Gerais.
Segundo Zema, a concessão vai impulsionar o turismo, atrair investimentos, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida da população que vive e circula na região. “Esse projeto vai trazer mais desenvolvimento e segurança para os mineiros”, afirmou o governador.
O consórcio Rota da Liberdade, vencedor do leilão realizado em setembro de 2025, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, ficará responsável pela gestão de 190 quilômetros de rodovias que ligam a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) a Rio Casca, na Zona da Mata. O início da operação está previsto para até 60 dias após a assinatura do contrato.
Para o vice-governador Mateus Simões, a concessão tem papel estratégico para o estado. “É uma oportunidade de transformação efetiva da região turística de maior riqueza barroca do país e de fortalecimento da interligação regional, com acesso à Zona da Mata”, destacou.
A concessão é uma das primeiras grandes entregas viabilizadas pelo Acordo de Reparação do Rio Doce, assinado em outubro de 2024.
Obras e melhorias
O projeto prevê a duplicação integral da BR-356 e uma série de intervenções em um dos principais corredores logísticos, econômicos e turísticos de Minas Gerais. O traçado passa por 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca.
Os investimentos somam quase R$ 5 bilhões, sendo cerca de R$ 1,7 bilhão provenientes do Acordo de Reparação do Rio Doce. Estão previstas:
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78,7 km de duplicações
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40,66 km de terceiras faixas
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Acostamentos em 100% do trecho
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Construção do Contorno Viário de Cachoeira do Campo, com 7,3 km em pistas duplas
Também será implantado um Ponto de Parada e Descanso (PPD) próximo ao distrito de Amarantina, voltado ao descanso seguro de motoristas profissionais, além de uma área de escape na descida da Serra da Santa, em Itabirito, para aumentar a segurança viária.
Os usuários contarão ainda com atendimento 24 horas, incluindo socorro médico e mecânico, além de um centro de controle operacional e três bases de serviços ao longo do trecho.
Mobilidade, turismo e pedágio
Com a conclusão das obras, o tempo de viagem entre Belo Horizonte e Rio Casca deve ser reduzido em cerca de 40 minutos. O trajeto entre a capital mineira e Ouro Preto terá redução superior a 20 minutos.
A cobrança de pedágio só terá início após a entrega das intervenções previstas para o primeiro ano do contrato, como melhorias no pavimento e na sinalização.
A concessão também está alinhada às estratégias da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), integrando mobilidade e turismo em rotas de alto valor histórico e cultural.
Acordo do Rio Doce
O Acordo de Reparação do Rio Doce foi firmado em outubro de 2024 entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a União, defensorias e ministérios públicos, além das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton Brasil.
O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou graves impactos sociais, ambientais e econômicos nos dois estados.
A coordenação das ações de reparação em Minas Gerais é feita pela Superintendência Central de Reparação do Rio Doce, vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
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