Galo: Tem coisas no ar! – Canabrava em Campo

Galo tem coisa estranha no ar Afonso Canabrava Galo tem coisa estranha no ar Afonso Canabrava
Galo: Tem coisas no ar! - Canabrava em Campo. Ilustração com IA.

Galo: Tem coisas no ar!

Tem coisa estranha no ar e não é só a poeira levantada pelo futebol mal jogado fora de casa. Nas últimas sete partidas fora de casa o Galo perdeu seis (6). Já dentro de casa, no tal caldeirão MRV, ganhou as últimas cinco (5). Aí fica a pergunta que ecoa: são dois times? Um Galo e um Atlético? Ou é o mesmo time que muda de alma conforme o CEP do jogo? Porque, convenhamos, futebol não admite essa tática e emocional de “escolher campo”.

E quando a gente começa a perguntar, não para mais. Cuello, hoje, é o jogador mais regular desse time, rende pela esquerda e rende pela direita. Dudu, pela esquerda, vem jogando uma bola redonda, dessas que fazem a torcida levantar sem pedir licença. Então por que não juntar o útil ao agradável? Cuello pela direita, Dudu pela esquerda, precisa desenhar? Ou tem alguma lógica secreta que só o técnico enxerga?

A torcida, que pode até errar, mas não costuma ser cega, vem pedindo há tempos: sai Bernard, entra Scarpa. O técnico resolveu ouvir, faltando cinco minutos para acabar o jogo contra o Ceará. Cinco minutos! Isso é atender ou é fazer média? Futebol não é favor, é convicção. Ou acredita, ou não coloca.

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E como explicar um elenco desse tamanho, dessa qualidade, rondando a zona de rebaixamento após doze rodadas do Brasileirão? E mais: como é que o mesmo time está em terceiro na Sul-Americana, fora da classificação e patinando no campeonato nacional? É calendário? É cabeça? É comando? Ou é tudo junto e misturado?

Aí, de repente, o Galo entra em campo pela Copa do Brasil, ganha de 1 a 0, joga bem, convence. E aí? Mudou o quê de um jogo para o outro? Foi sorte? Foi postura? Ou foi aquele lampejo que todo grande time tem, mas que precisa virar regra, não exceção?

Não tenho as respostas e desconfio de quem diz que tem. Mas uma coisa é certa: o técnico Eduardo Domingues, o “Barba”, pode até ser novo no cargo, mas já está na hora de colocar as barbas de molho.

Enquanto isso, nós, torcedores, seguimos aqui, entre a esperança e a desconfiança, esperando dias melhores. Como? Também não sei. Mas que precisa mudar, precisa.

Né não?

Afonso Canabrava

  • Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo, há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.
  • Instagram: @afonsocanabrava
  • As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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