Projeto na ALMG quer limitar gastos públicos com shows e rodeios em Minas

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Deputados querem também reserva de verba para artistas mineiros. Foto: Daniel Protzner/Almg.

Proposta prevê teto de R$ 500 mil por apresentação

e reserva de verba para artistas mineiros

Um projeto de lei que limita o uso de dinheiro público para contratação de shows e rodeios recebeu apoio unânime durante audiência pública realizada nesta terça-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A proposta, apresentada pelos deputados Antonio Carlos Arantes e Professor Cleiton, estabelece teto de R$ 500 mil por apresentação artística ou o equivalente a 1% da receita corrente líquida do município.

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O limite inclui despesas como cachê, transporte, alimentação e produção dos artistas. Já gastos com hospedagem e translado terão um teto adicional de 10% do valor total do evento. Para festas de Carnaval e Réveillon, o valor permitido poderá ser dobrado.

O texto também determina que pelo menos 5% do valor gasto com a atração mais cara seja destinado à contratação de artistas mineiros.

Segundo os autores, a proposta surgiu após reclamações de produtores de eventos sobre o aumento nos cachês de artistas nacionais. Durante a audiência, representantes do setor afirmaram que os custos cresceram até quatro vezes após a pandemia.

A Associação Mineira de Municípios apoiou a proposta, mas alertou para possíveis obstáculos jurídicos envolvendo a autonomia dos municípios na definição de gastos públicos.

Deputados de diferentes partidos também manifestaram apoio ao projeto, que ainda seguirá tramitação nas comissões da Assembleia.

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