BH celebra o samba e a cultura negra com programação gratuita em junho

foto ilustrativa rafaelcosta 2618 foto ilustrativa rafaelcosta 2618
Toda a programação é gratuita e pode ser consultada no Portal Belo Horizonte. Foto: Rafael Costa/PBH.

Festival de Arte Negra, rodas de samba, exposições, oficinas e festas populares movimentam espaços culturais

Belo Horizonte recebe, ao longo do mês de junho, uma ampla programação cultural gratuita dedicada à valorização das culturas negras e populares.

A Agenda Rede de Identidades Culturais (RIC) reúne rodas de samba, espetáculos, exposições, oficinas, festas juninas, ações formativas e atividades voltadas à preservação da memória e das tradições afro-brasileiras em diversos equipamentos culturais da cidade.

Em 2026, a programação tem como tema “Horizontes do Samba” e ganha destaque com a realização do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN BH), que acontece entre os dias 11 e 14 de junho. Considerado um dos mais importantes eventos voltados à valorização das culturas negras no país, o festival ocupará espaços como o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, o Teatro Francisco Nunes e o Viaduto Santa Tereza.

Publicidade

Com o tema “FAN Espiralar”, a 13ª edição do evento reúne apresentações artísticas, exposições, atividades formativas, ações voltadas para crianças e jovens, além de iniciativas de afroempreendedorismo e economia criativa. A proposta é fortalecer o diálogo entre arte, ancestralidade, identidade e ocupação cultural dos espaços públicos.

Além do festival, a Agenda RIC promove uma série de atividades em centros culturais da capital. Entre os destaques estão os arraiais do Centro Cultural Pampulha e do Centro Cultural Venda Nova, o Festival Alaíde, no Centro Cultural Usina da Cultura, e a Feira Ébano, no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira.

A programação inclui ainda oficinas de capoeira, atividades recreativas promovidas pela Escola Livre de Artes Arena da Cultura e apresentações musicais que valorizam ritmos tradicionais e contemporâneos de matriz africana.

Teatro, dança e tradição popular

Nos palcos da cidade, o Teatro Marília recebe os espetáculos “Lá Vem Griot”, inspirado na tradição oral afro-indígena, e “Creia”, espetáculo de dança contemporânea que dialoga com os saberes dos benzedores mineiros.

Já o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado será palco de atrações como o projeto Quinta no Raul, com apresentação do Forró Sound System, e da roda de carimbó conduzida pelo grupo Carimbó das Minas.

Exposições e memória cultural

O Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado mantém aberta ao público a exposição “Jogo da Liberdade – A Capoeira em Belo Horizonte, Anos 60, 70 e 80”, que resgata a trajetória da capoeira na capital mineira. O espaço também promove oficinas relacionadas aos saberes tradicionais e às plantas medicinais.

Nos museus municipais, a programação reforça o diálogo entre memória, patrimônio e identidade cultural. O Museu Histórico Abílio Barreto segue com as exposições “Belo Horizonte: Fora dos Planos” e “Travessias do Arraial Curral del Rei”. Já o Museu da Moda apresenta a mostra “Clara Nunes – Eu Sou a Tal Mineira”, dedicada à trajetória da cantora e à sua relação com a cultura afro-brasileira.

Homenagem a Serginho Divina Luz

A edição de junho do projeto “Personalidades Negras – Horizontes Imortais” homenageia Serginho Divina Luz, referência histórica das rodas de samba de Belo Horizonte e importante articulador cultural da cidade.

Reconhecido pelo trabalho de valorização do samba e da cultura popular, Serginho terá sua trajetória celebrada em diversas ações da programação, com destaque para a roda de samba do projeto Horizontes do Samba, marcada para o dia 21 de junho, no Quintal do Divina Luz.

Promoção da igualdade racial

A Agenda RIC integra o Programa Rede de Identidades Culturais, política permanente da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura voltada à promoção da igualdade racial e ao fortalecimento das culturas de matrizes africanas em Belo Horizonte.

Criado em 2023, o programa busca ampliar a visibilidade das expressões culturais afro-brasileiras e indígenas, fortalecendo a diversidade cultural da capital. Neste ano, o samba foi escolhido como tema central da programação, em reconhecimento à sua importância histórica e cultural para Belo Horizonte.

Toda a programação é gratuita e pode ser consultada no Portal Belo Horizonte.

Leia também:

Dia dos Namorados deve aquecer comércio de BH com tíquete médio 42% maior

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this