Autor: João Café

João Café - Poeta de Ocasião. Romântico, louco, apaixonado, cheio de dúvidas, tristonho, animado, alegre, crédulo, decente, por vezes discrente. Humilde, e até humilhado, às vezes enganado, contador de anos e de tantos desenganos. Totalmente inclinado pro lado do bem e do respeito mútuo, também. Leitor curioso, poeta de ocasião, escritor de causos por pura diversão. Praticante do perdão e pensador - cada pensamento é uma oração e cada qual sabe a sua dor. Amante da vida, amigo do amigo, louco pela família, quem mexe com ela é inimigo. Crente no verbo amar, na criança, e em tudo que traz esperança, em tudo que ainda virá! Que sempre acredita que vai dar pé! Prazer, e você, quem é?

Duro dedo logo bem cedo lá do arvoredo vi e senti medo do tal segredo se me enveredo e assim procedo engano ledo eu não me excedo o duro dedo lançou um torpedo sem ser brinquedo                    (nem arremedo) era um degredo um tanto azedo que arrasou o enredo.                   J.Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: PARA EMBALAR VOCÊ E EU

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Para embalar você e eu PARA EMBALAR VOCÊ E EU a lua vai se esconder silenciosa pequena depois de brilhar à noite inteira solitária serena é a lua cheia redonda marfim a que ocupa o céu e tudo que habita em mim a preferida de Morfeu que conquista os sonhadores como você e eu talvez seja a nova a que aparece do nada e fica até madrugada a que ilumina o breu e acolhe os amantes como você e eu pode ser a minguante mal falada errante aquela que já morreu que engana os passantes ao se parecer crescente…

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Enigma desdenhar o tanto que ainda me instiga ser e ponho/me a desintender o que nem sei, no entanto. desmedir o quanto conviver com pouco em tempos fugidios, loucos de puro desencanto nuvem de incerteza, enigma indecifrável que mantém a chama acesa. tesouro escondido, surpresa bem guardado, inincontrável, síntese da própria riqueza.                                  João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Habilitado

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Habilitado andar por aí em qualquer rua qualquer avenida andar toda vida quem se habilita? andar com quem quiser uma voltinha sem onde até a noite, na madrugada andar andar, não encontrar nada quem se habilita? andar andar, andar a mil cruzar os carros, frear abrir a porta, ser gentil te levar por aí, a qualquer lugar quem se habilita? andar depressa até a esquina cuidado, vai na banguela ver de relance a menina fazer bonito pra ela quem se habilita? de minha parte, habilitei-me! João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Impossível

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Impossível não ligue não atenda não fale não escute não venha não receba não escreva não leia não permita não aceite não tolere não perdoe e se puder esqueça e até me negue mas isso, infelizmente, sei que você não consegue!                João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Cansei do C!

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Cansei do C! Começo contando com calma, criteriosamente, como condenaram-me com cirúrgico capricho. Começaram com colocações cordiais, confortáveis. Conduziram comigo conversas centradas, cobertas, contendo cenas casuais, comuns. Continuaram caminho colhendo cacos contrários, criminosos, cruéis, comentários contundentes, categóricos, contudo, comprovadamente cínicos, consequentemente críveis. Consideraram-me culpado. Com certa cautela, criminoso, colocaram culpas clandestinas nas costas. Criada consciência criminosa, cenográfica, com contraditório conciso, curto e cômico, condenaram-me com convicção, coisa censurada, capaz de chancelar conclusão condenatória. Covardia. Combinaram cortar convivência, cessar conversas comigo. Como coerente consequência, compreensível, claro, chegaram cortar celebrações, comemorações, cantorias. Como coisa comum, ceifaram comunicação corrente, casual, comezinha. Cético, consternei-me…

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Imaginário falido coloquei a minha vida por debaixo da porta naquela carta que você não leu fiquei muito tempo torcendo contra o vento esperando resposta que não aconteceu marquei a minha vida no rápido instante daquele olhar fascinante que você me deu daí em diante o caminho fez-se errante não teve mais graca nada aconteceu marcado pelo quase pelo imaginário falido que poderia ter havido entre você e eu o caminho segui Imaginando o que não vivi e você também não viveu mas que poderia ter havido entre você e eu.                  …

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O tempo o tempo que passa o tempo que vem o tempo esse maldito é também tempo Rei. o tempo é tudo ele adormece a ilusão entorpece a espera o tempo é senhor da razão o tempo que se perde o tempo que se gasta e que nunca me basta o tempo, c’est la merde o tempo de ir embora não antes e nem depois da hora.                   João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Poder

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Poder eu posso ser tanta coisa posso ser o que eu quiser posso ser mais assim posso até não ser posso ser antiquado e moderno quando quiser me vestir desse ou daquele jeito posso tatuar o meu peito posso andar com quem for me esbaldar, beijar na boca posso querer ficar só feliz, perambulando por aí posso ter medo ou ser o maioral posso saber das coisas ou não me importar com nada eu posso tudo posso andar pelo caminho errado posso não ir onde me esperam posso partir a qualquer hora posso até ficar mas nesse momento exatamente agora…

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Sem rumo coração sem dono/dona faz biscates, vive de flerte não mais se apaixona quer apenas rever-te. coração sem dono/dona sem rumo, suspira inerte vive aos cantos, jogado na lona já não mais se diverte coração, recupera-te foge à sarjeta, enfrenta o embate, aceita o mundo coração não se mate, suba à tona, saia do fundo e viva essa vida cada segundo                                   João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Soneto à rima II Soneto à rima I

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Soneto à rima II rima alternada e pouca tão imperfeita e breve decifrar quando na boca quem será que se atreve consoante rara e rouca mesmo se assonante nas atenções, sua louca há quem muito se encante escrita rica ou pobre preciosa, externa, correta, exdrúxula sem ser snobe vale até aliterante mas não constranja o poeta: só quer ser o amante!                         João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Soneto à rima I Afastamento Partiu! Alforria O sonho Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos…

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Soneto à rima I ando encucado com a rima forçada ou espontânea frequente ou momentânea que a todos fascina dá mais sentimento às odes experimentais torna assim um alento pro poeta dizer mais se a rima é pobre não importa, é sempre nobre mas vale o mistério aparece do nada faz palavra premiada e conquista o império                        João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Poema Minuto Afastamento Partiu! Alforria O sonho Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo Café mineiro

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Poema Minuto depois que te vi colhi outro sabor quis ser beija-flor tornei-me bem-te-vi depois que te vi deu-se clara mutação fugiu de cena o gavião tornei-me bem-te-vi depois que te vi melro, sabiá, andorinha, cadê? meus olhos só pra você depois que te vi simples e totalmente para sempre bem-te-vi.                      João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Afastamento Partiu! Alforria O sonho Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo Café mineiro

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Afastamento afasta de mim o teclado afasta a caneta o giz e até o papel do recado na escrita não vou feliz afasta daqui a palavra que não traz paz, nem luz que embaralha, atrapalha não mais me traduz quem sabe desletrado sem procurá-la, sem lê-la possa enfim reconhecer-me quem sabe com ela de lado sem reler suas centelhas consiga enfim entender-me.                                   João Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Partiu! Alforria O sonho Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses…

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Partiu! o céu, que lindo, não agora e nem a qualquer hora só quando vens vindo a saudade, um mimo, não agora e nem com sol a pino só quando vais sumindo o amor, quase findo, não agora só quando não me redimo céu, saudade, amor tudo escapulindo, não agora só quando estás partindo.                                J. Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Alforria O sonho Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo Café mineiro

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Alforria ando preso no soneto quando escrevo: toda vez, sem querer, me submeto ao quatro quatro e três três de forma automática essa coisa vem me bate de forma meio errática me põe em xeque mate quero agora o verbo solto afastar a velha rima deixar tudo mais revolto procurar o que anima me sentir mais desenvolto nesse verso que alucina.                       J. Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: O sonho Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo Café mineiro

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O sonho sonhei com você e adoro sempre que acontece involuntário me desce nada nele ignoro sonho bom, bem real, quis não despertar só para confirmar não sonhar, afinal como não despertei então vi – bisonho – estava vivendo “o sonho” ao acordar, pecado, o que sonhei ficou lá do outro lado.                J. Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Desiguais Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo Café mineiro

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o não poema o mesmo homem que viaja até o cosmos ou que corrompe ou que se elege presidente ou que presenteia com uma flor ou que bate uma carteira ou que tem zilhões de fãs ou que conquista um prêmio Nobel ou que faz um recorde mundial ou que agride uma mulher não se engane ele deixa toda sua humanidade numa xícara de café. todo problema do mundo, toda indecisão humana cada ponto de dúvida, de agonia, de tristeza, de solidão e de alegria, amores que começam, que chegam ao fim, discussões em família, tudo isso também não resiste…

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Desiguais há quinhentos dias não te vejo quinhentos que não te ouço mais de quinhentos que não te visito têm sido quinhentos dias muito difíceis faz também uns quinhentos dias que não me vês quinhentos que não me ouves e mais de quinhentos que não me recebes esses porém … são outros quinhentos!!!                            J.Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: Deposto insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo Café mineiro

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Deposto não enxergo mais meus sonhos ou as surpresas, meus sustos nem reconheço meus custos tampouco os dias tristonhos ando bem só, um estranho tão distante, uma ilha um que nem mais compartilha seja a perda ou o ganho nessas imagens da hora sem nem ver mais o meu rosto sinto já ter ido embora fuga em pleno desgosto pois minha face inda cora saber ter sido deposto.                           J.Café Instagram: @joãocafe_poetadeocasiao Leia mais: insônia Penso, logo dispenso Penso e dispenso O universo desses versos é o amor Ambíguo…

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