Almg aprova Regime de Recuperação Fiscal em 1º turno

Regime de Recuperacao Fiscal aprovado em 1o turno na Almg 15 7 24 Daniel Protezer Balcao News Regime de Recuperacao Fiscal aprovado em 1o turno na Almg 15 7 24 Daniel Protezer Balcao News
O RRF visa o reequilíbrio das contas públicas estaduais, autorizando o refinanciamento da dívida estadual com a União, estimado em cerca de R$ 160 bilhões. Foto: Daniel Protzner/Almg.

A adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) foi aprovada em 1º turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG, ontem, segunda-feira.

O Projeto de Lei 1.202/19, de autoria do governador Romeu Zema, recebeu 33 votos favoráveis e 22 contrários.

O texto aprovado foi o substitutivo nº 5, da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), com todas as emendas parlamentares rejeitadas.

O RRF visa o reequilíbrio das contas públicas estaduais, autorizando o refinanciamento da dívida estadual com a União, estimado em cerca de R$ 160 bilhões. O regime terá duração de até nove anos, com início a partir da homologação do Plano de Recuperação Fiscal, que descreverá as medidas a serem adotadas.

Publicidade

Entre as medidas previstas estão a privatização de estatais, como a Codemig, e a redução de até 20% dos incentivos fiscais concedidos a empresas pelo

O Estado que concretiza sua adesão ao RRF tem o pagamento de sua dívida com União suspensa por um ano. A partir do segundo ano, os desembolsos são retomados gradativamente, até voltarem a ser realizados integralmente após o último ano de sua vinda. Conforme a Lei Federal 159, de 2017, o Plano de Recuperação Fiscal pressupõe a instituição de mecanismos para limitar o crescimento anual das despesas primárias do Estado, como a folha de pagamento do funcionalismo público, por exemplo.

De acordo com a Agência Minas, o plano elaborado pelo Governo do Estado prevê duas revisões salariais gerais para os servidores ao longo do período de vigilância do RRF. Para concretizar o ajuste proposto pelo RRF, o Governo do Estado propõe a adoção de um teto de gastos, que limita o crescimento de suas despesas à variação da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

.Essa medida está vinculada ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/23, também de autoria do governador Romeu Zema, que não foi votado em Plenário nesta segunda-feira (15) por falta de quórum. Para ser aprovada, essa proposta precisa dos votos favoráveis ​​de 39 deputados. Parlamentares defendem revisão salarial para servidores.

Em linhas gerais, as emendas com votação destacada tinham o objetivo de assegurar a revisão salarial anual dos servidores estaduais. Todas foram rejeitadas pelo Plenário, apesar do recurso contrário de alguns parlamentares.

Leia mais:

Copasa HUB buscando projetos de inovação junto ao empresariado

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this