E alerta para efeitos dos juros altos no comércio
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) defende a retomada da redução da taxa básica de juros, a Selic, e alerta para os impactos da manutenção dos juros elevados sobre o comércio e o setor de serviços. Para a entidade, embora o controle da inflação seja necessário, o crédito caro limita o consumo, dificulta investimentos e compromete o planejamento das empresas para as vendas de fim de ano.
O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, avalia que a manutenção da taxa prolonga as dificuldades enfrentadas por consumidores e empresários justamente em um período estratégico para o varejo, marcado pela preparação para a Black Friday e o Natal, principal data de vendas do comércio.
“Entendemos a preocupação com o controle da inflação, mas é preciso considerar os efeitos dos juros elevados sobre a economia. Uma redução gradual e responsável da Selic seria importante para melhorar as condições de crédito, estimular o consumo e dar mais fôlego às empresas”, afirma.
Endividamento e inadimplência preocupam
Outro fator de preocupação é o elevado número de brasileiros com contas em atraso. Mais de 75 milhões de pessoas estavam inadimplentes em setembro, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.
Nesse cenário, as condições restritivas de crédito dificultam as compras dos consumidores e aumentam os custos de financiamento das empresas. A situação afeta especialmente os segmentos que dependem de vendas parceladas, como móveis, eletrodomésticos e veículos.
Para os comerciantes, os juros elevados também encarecem o capital de giro, dificultando investimentos, reposição de mercadorias e formação de estoques para atender à demanda de fim de ano.
Entidade defende redução gradual dos juros
A CDL/BH considera que a política monetária deve conciliar o controle da inflação com medidas que favoreçam a atividade econômica. A entidade defende que a redução da Selic seja retomada quando houver condições econômicas para isso.
“Precisamos de crédito mais acessível para quem deseja comprar e para o comerciante que precisa investir e manter seu negócio. Defendemos que a redução da Selic seja retomada assim que houver condições econômicas, conciliando o controle da inflação com o crescimento da atividade econômica”, conclui Marcelo de Souza e Silva.
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