A influência da tecnologia no desenvolvimento infantil

A influência da tecnologia no desenvolvimento infantil

Vivemos em um tempo onde é difícil desvincular a vida real da vida digital, principalmente em época de pandemia. As relações profissionais saíram dos escritórios para os home-offices, a alimentação se modificou com o aparecimento de aplicativos de deliveries, e a educação sofreu um grande impacto quando migraram para o estudo remoto. Está ainda mais difícil esse controle do que é necessário ou saudável e o que é exagero. A verdade é que, mesmo antes da Covid 19, as crianças já vinham em uma crescente imersão na vida digital, e deixando de lado as velhas e boas “brincadeiras de criança”.

Na realidade, não temos como fugir totalmente das tecnologias, mas podemos agir sobre o impacto delas sobre a nossa saúde, controlando o tempo de uso, tanto para nós adultos quanto para as crianças. Administrar esse uso é o grande desafio! É importante ressaltar que as crianças são as mais prejudicadas com esse exagero, pois as tecnologias influenciam o seu desenvolvimento e maturação cognitiva, afetiva e motora. Nossos pequenos, ao trocarem o livre brincar e a socialização real pelo mundo virtual, perdem muito com a limitação das interações interpessoais, além de ficarem expostos aos perigos do mundo virtual. O uso exagerado e sem controle gera problemas no ambiente escolar, levando a  redução da capacidade de concentração e, consequentemente, diminuição do desempenho escolar. As relações familiares também são prejudicadas, pois o tempo de contato com telas rouba o tempo de conexão plena entre os familiares, tão importante para o desenvolvimento das habilidades sociais e afetiva das crianças.

Dar às crianças acesso à tecnologia realmente trazem momentos de descanso, principalmente em momentos de “home-office” ou do desgaste da rotina diária, mas esse acesso tem que ser muito bem dosado e controlado. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, bem como a Sociedade Brasileira de Pediatria, antes dos 2 anos de idade as crianças não têm maturidade motora e cognitiva para terem acesso a telas, por isso não devem ter nenhum contato. Entre os 2 e os 5 anos esse acesso deve se limitar a 1 hora por dia, e entre 6 e 10 anos o contato deve ser de no máximo 2 horas. Lembrando que esse acesso sempre deve acontecer com a supervisão dos cuidadores. Mas a verdade é que, para o bem dos nossos pequenos, devemos incentivar as atividades e brincadeiras reais, ao ar livre, em contato com a natureza, ou em parquinhos e praças, de preferência, com interação social. Em casa, estimulem atividades sem a presença de telas, bem como conversas e refeições em família, sem a presença de tecnologias, e incentive a leitura. Quando o tédio aparecer, deixe que os pequenos vivenciem esse tédio, tão importante para o desenvolvimento da criatividade. Crie regras claras para o uso de tecnologias, como horários específicos, sites e aplicativos permitidos. A tecnologia avança e faz parte de nossas vidas, o que devemos é evitar que esse acesso seja precoce e ilimitado, comprometendo o desenvolvimento de nossas crianças.

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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