Governo Federal anuncia pacote de auxílio para agricultores atingidos pela tragédia de Mariana

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Presidente durante a assinatura do Acordo de Reparos da Bacia do Rio Doce. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

Em visita ao município de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (12) uma série de medidas para reparar os danos causados pela tragédia do rompimento da barragem da Samarco, ocorrido em 2015.

Durante a cerimônia, o governo federal firmou um contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,7 milhão, destinado a beneficiar cerca de 16 mil agricultores familiares atingidos diretamente pelo desastre ambiental.

Como parte do acordo, o governo irá oferecer um auxílio mensal por 48 meses, dividido da seguinte forma:

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  • Nos primeiros 36 meses, cada agricultor receberá um salário mínimo e meio;
  • Nos últimos 12 meses, o valor será de um salário mínimo mensal.

A expectativa do governo é que os primeiros pagamentos comecem dentro de 30 dias.

Segundo o Palácio do Planalto, os investimentos totais em reparações podem ultrapassar R$ 1,7 bilhão até 2029, consolidando um dos maiores programas de indenização e assistência já implementados no país em resposta a um desastre ambiental.

Além do presidente, participaram do evento ministros de Estado e lideranças locais. A medida integra o conjunto de ações do Acordo de Mariana, elaborado em conjunto com o Governo de Minas Gerais, Ministério Público e instituições da sociedade civil.

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito no evento de anúncio das ações do Acordo de Mariana, trouxe duas declarações de destaque:

1. Comentário sobre Rodrigo Pacheco como “futuro governador”

Lula chamou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), de “futuro governador de Minas Gerais”. A fala ocorreu em tom elogioso e político, sugerindo uma possível candidatura de Pacheco ao governo mineiro em 2026, o que ainda não foi oficialmente confirmado.

2. Crítica ao preço do gás de cozinha

Lula classificou como “absurda” a diferença entre o preço de venda do botijão de gás pela Petrobras (R$ 37) e o preço final ao consumidor (R$ 140 em algumas regiões). Ele afirmou que há “alguém ganhando dinheiro no meio” e anunciou que o governo lançará uma política para fornecer gás gratuitamente às famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais).

3. Programa para entregadores (motoboys)

O presidente também anunciou a intenção de criar um programa de crédito voltado para entregadores, com foco em:

  • Financiamento de motos elétricas
  • Redução de custos com energia
  • Vale-alimentação para esses trabalhadores, apontando a precariedade da situação de muitos que entregam comida, mas não têm o que comer.

Essa fala evidencia uma tentativa do governo de ampliar políticas sociais para categorias vulneráveis da economia informal, como entregadores de aplicativos.

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