Depois de receber notificação da Justiça do Trabalho, o Atlético-MG e o atacante Rony chegaram a um entendimento que encerra, de forma amigável, a ação de rescisão contratual movida pelo jogador.
Alegando pendências financeiras, o atleta havia ingressado com pedido judicial para romper o vínculo com o clube. No entanto, após acordo entre as partes, a situação foi resolvida sem necessidade de prosseguimento na Justiça.
A informação foi confirmada pelo Chief Sports Officer (CSO) do Galo, Paulo Bracks, segundo o portal itatiaia.com. “Até o momento, posso dizer para todos que a ação está sendo retirada. Não há nenhum tipo de demanda trabalhista em desfavor do Atlético a partir de amanhã de manhã. Foi feito um acordo com o atleta, com o estafe do atleta. Está tudo certo, não tem nenhum tipo de problema ou litígio”, declarou o dirigente.
Bracks ainda ressaltou que recorrer ao Judiciário é um direito de qualquer profissional, mas reforçou que o caso não gerou conflito. “Nem sempre uma demanda judicial significa briga. Uma ação, seja ela na Justiça Desportiva ou na Justiça Comum, não necessariamente é um rompimento de relação. Entramos em um acordo, não tem outra ação na Justiça”, pontuou.
Com 10 gols em 29 jogos pelo Atlético, Rony deve se reapresentar normalmente na Cidade do Galo amanhã, quarta-feira (23) e estará à disposição para o próximo compromisso da equipe, contra o Bucaramanga.
Posicionamento oficial do clube
Logo após a divulgação da notícia sobre o processo judicial movido por Rony, o Atlético-MG emitiu nota oficial afirmando ter sido notificado e informando que desconhecia os detalhes dos pedidos feitos pelo atacante.
“O Atlético informa que foi notificado pela Justiça do Trabalho, em ação ajuizada pelo atacante Rony, cujos pedidos ainda desconhecemos”, afirmou o comunicado.
O clube também garantiu estar com as obrigações trabalhistas em dia, informando apenas um pequeno atraso relacionado aos direitos de imagem. “O Galo esclarece que está com os salários (CLT) rigorosamente em dia, e somente com uma parcela dos direitos de imagem atrasada em apenas dois dias. O Clube aguarda obter mais informações para tomar as medidas necessárias e cabíveis”, finalizou a nota.
Durante a tarde também foram divulgadas informações sobre notificações extrajudiciais que teriam sido feitas por outros jogadores, Júnior Santos, Igor Gomes, Arana e Bernard e Scarpa.
Existe diferença entre notificação extrajudicial e ação direta na Justiça do Trabalho. Casos como os dos jogadores Guilherme Arana, Gustavo Scarpa e outros seguiram o caminho extrajudicial — ou seja, os representantes enviaram cartas à diretoria do Atlético informando a intenção de acionar a Justiça caso os valores pendentes não fossem quitados.
Já no caso de Rony, a situação foi mais direta: o jogador ingressou com o pedido de rescisão indireta junto à Justiça, sem uma notificação prévia ao clube. Não é obrigatório notificar extrajudicialmente antes de acionar a Justiça do Trabalho.
O empregado pode requerer judicialmente a quebra contratual sempre que se sentir lesado.
A diretoria do Atlético preferiu não se pronunciar sobre as notificações.

