O projeto “Jogo do tributo”, desenvolvido pelo TCEMG
Dois projetos de Minas Gerais foram reconhecidos na última terça-feira (18/11), em Brasília, durante a cerimônia do Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2025.
A Escola de Contas e Capacitação Professor Pedro Aleixo (TCEMG), de Belo Horizonte, conquistou o 1º lugar na categoria Instituições, enquanto a Escola Municipal Professora Clotilde Rocha, de Barroso, ficou com o 3º lugar na categoria Escolas.
O Governo de Minas, por meio das secretarias de Estado de Fazenda (SEF) e de Educação (SEE), é apoiador da premiação, que valoriza iniciativas voltadas à cidadania fiscal, à transparência e ao controle social dos recursos públicos.
Tradição mineira no prêmio
Segundo o secretário de Fazenda, Luiz Claudio Gomes, Minas Gerais mantém histórico de destaque na premiação. Nas 13 edições já realizadas, o estado acumula sete primeiros lugares, um segundo lugar e quatro terceiros.
Ele ressalta o trabalho do Programa de Educação Fiscal Estadual (Proefe) na divulgação e capacitação de escolas e instituições mineiras.
O projeto vencedor
O projeto “Jogo do tributo”, desenvolvido pelo TCEMG e direcionado a estudantes do ensino médio, utiliza um game para simular a rotina fiscal de um município fictício. Na atividade, os alunos assumem papéis políticos, arrecadam impostos e discutem prioridades orçamentárias. A iniciativa busca ensinar, de forma lúdica, conceitos como tributos, sonegação e controle social.
O diretor da Escola de Contas, Rodrigo Marzano Antunes Miranda, responsável pela inscrição do projeto, celebrou o reconhecimento.
“Estar entre os três primeiros colocados, em meio a centenas de iniciativas de todo o país, nos enche de gratidão e responsabilidade”, afirmou.
Cidadania fiscal e sustentabilidade
A Escola Municipal Professora Clotilde Rocha, premiada com o 3º lugar, desenvolve o projeto “Educação Fiscal para o Futuro: Lixo zero e responsabilidade, cidadania ativa”, que relaciona educação fiscal à sustentabilidade.
A iniciativa envolve crianças do ensino fundamental em atividades de reciclagem, compostagem, consumo consciente e fiscalização do uso dos recursos públicos.
Para a professora Laurimar da Silva Rosa de Oliveira, o impacto vai além das ações práticas:
“Nosso projeto é uma semente plantada no solo mais fértil que existe, os corações de nossos educandos.”
Criado em 2013 pela Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), o Prêmio Nacional de Educação Fiscal reconhece iniciativas que fortalecem o entendimento sobre a função social dos tributos e incentivam a participação cidadã.
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