Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: visitas regulares ao oftalmologista asseguram diagnóstico precoce de doença silenciosa

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: visitas regulares ao oftalmologista asseguram diagnóstico precoce de doença silenciosa


Esta quarta-feira é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26), que reforça a importância de consultas regulares ao oftalmologista para um diagnóstico precoce e tratamento adequado. Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 600 mil brasileiros são cegos, e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.

O glaucoma caracteriza-se por uma alteração no nervo óptico que leva à perda do campo visual, sendo mais incidente em pessoas com mais de 45 anos. Para entender melhor, com o avançar da idade as estruturas oculares envelhecem, dificultando a drenagem de um líquido transparente que circula dentro dos olhos, chamado de humor aquoso, localizado entre a córnea e o cristalino. À medida que a produção desse líquido aumenta sem ser escoado, a pressão aumenta. Quando essa pressão está acentuada, o sangue deixa de circular de maneira apropriada dentro dos olhos e as estruturas se danificam.  

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O problema é que na maioria dos casos a doença não apresenta sintomas. No tipo mais comum, glaucoma crônico de ângulo aberto, o paciente não sente dor nos olhos e nenhum outro incômodo. A pressão aumenta progressivamente. Daí a importância de consultas de rotina ao oftalmologista, que irá avaliar a pressão e, no caso de qualquer suspeita fora do limite normal, que é 21 mmHg, será solicitada uma série de exames para averiguar se a pressão está elevada e a extensão do dano, ou se foi um alarme falso.  

Já no glaucoma de ângulo agudo, que é um tipo raro, eventualmente a pessoa sente dor nos olhos, porque há um aumento súbito e significativo da pressão, que costuma ocorrer em menos de 48 horas. No glaucoma congênito, a criança nasce com a doença por uma falha na formação dos tecidos, sem a circulação natural do sangue que deveria ocorrer nos olhos. Neste caso, o tratamento precisa ser feito imediatamente.

Quando é identificado dano nas estruturas do nervo ótico, o quadro é irreversível. No entanto, é possível controlar, por meio de colírios prescritos pelo oftalmologista, e manter a pressão intraocular em um nível que não danifique mais os tecidos, preservando o que restou de visão. A partir desses danos, o indivíduo pode notar ausência da visão periférica, que é a visão de campo, e ter a sensação de que está dentro de um tubo.

Se não tratado, dependendo da severidade do glaucoma, perde-se completamente a visão. Como disse anteriormente, a abordagem terapêutica é feita com colírios, mas quando o paciente necessita usar vários, o oftalmologista estudará outras opções, que podem ser colocação de válvulas, cirurgias fistulizantes – abre-se um orifício do olho para permitir o escoamento do humor aquoso –, ou aplicação de laser para drenar o humor aquoso.  

Importante lembrar que existem outros fatores de risco para o aumento da pressão intraocular além da idade, entre eles, apresentar diabetes, problemas cardíacos e alta miopia. Outros problemas secundários podem levar ao glaucoma, como doenças inflamatórias – uveítes –, traumas e pancadas fortes nos olhos, que podem liberar uma série de células no humor aquoso, entupindo os pertuitos na íris, onde se dá a circulação do sangue.

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