Fiemg não assinou manifesto pela harmonia dos Três Poderes

Em conversa com o Radar Econômico, Flávio Roscoe informou que entidade fará seu próprio manifesto contra prisões e desmonetização.
Divulgação / Fiemg

Em declaração ao Radar Econômico, da jornalista Josette Goulart, o presidente da  Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, afirmou que a entidade não quis assinar o manifesto pela harmonia dos Três Poderes liderado pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) e reforçado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban)

Segundo Roscoe a recusa é apolítica e o motivo da não assinatura é que não houve um consenso entre os industriais mineiros sobre o texto do manifesto, por ser bastante amplo e muito genérico. Apenas um tema foi consenso, liberdade de expressão, e que em breve a Fiemg irá se posicionar em tom crítico às prisões e desmonetizações de sites.  

O documento tinha mais de 200 assinaturas quando, na tarde de ontem (30) teve sua publicação adiada por decisão unilateral do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Em nota a Fenabran informou que o manifesto é de elaboração coletiva e nega ataques ao governo.

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Leia o manifesto na íntegra:

“A praça é dos três poderes

A praça dos três poderes encarna a representação arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, essência da República. Esse espaço foi construído formando um triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos poderes.

Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais. Em resumo, a harmonia tem de ser a regra entre eles.

Este princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país. Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição nos impõe.

As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas. O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população.

Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira”.

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