Avenida Cultural transforma Afonso Pena em corredor de arte em BH

Secretário Leônidas Oliveira assina documento durante lançamento da Avenida Cultural no Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte. Secretário Leônidas Oliveira assina documento durante lançamento da Avenida Cultural no Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte.
Leônidas Oliveira assina o lançamento da Avenida Cultural no Cine Theatro Brasil, em BH, ao lado de parceiros institucionais. Foto: Filipe Natanael/Secult.

Novo eixo cultural entre a rodoviária e a Serra do Curral

Belo Horizonte passa a contar com um novo eixo de integração cultural, turística e patrimonial, com o lançamento nesta quinta-feira (18/6), no Cine Theatro Brasil, a Avenida Cultural transforma a Avenida Afonso Pena em um amplo corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo.

O projeto conecta equipamentos culturais, patrimônios históricos, espaços de convivência e importantes paisagens urbanas ao longo da principal via da capital mineira. A proposta é criar um percurso contínuo de experiências entre a Rodoviária de Belo Horizonte e a Serra do Curral, reforçando o valor simbólico, arquitetônico e afetivo da Afonso Pena para moradores e visitantes.

Parceria pela cultura

A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS), em parceria com o Cine Theatro Brasil e a Associação Cine Theatro Brasil.

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A Avenida Cultural também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura, patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira. A ideia é aproximar o público dos espaços culturais da cidade e estimular novas formas de circulação pelo hipercentro de Belo Horizonte.

Com o lançamento, o Circuito Liberdade amplia sua atuação e passa a incorporar novos espaços à sua rede. Entram no complexo o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), localizado no Edifício Acaiaca, o Automóvel Clube e a Igreja São José.

Esses equipamentos se somam a instituições já presentes na Avenida Afonso Pena, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.

Identidade mineira

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a Avenida Cultural reforça o compromisso de valorizar aquilo que diferencia Belo Horizonte e Minas Gerais no cenário cultural brasileiro.

“A Avenida Cultural traduz o propósito do Minas Essencial: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena, o projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

A proposta busca dar mais visibilidade à vocação cultural da capital, reunindo em um mesmo roteiro edifícios históricos, equipamentos artísticos, espaços de convivência, manifestações urbanas e iniciativas ligadas à economia criativa.

Mais do que um trajeto físico, a Avenida Cultural nasce como uma experiência de cidade. Um convite para caminhar, observar, participar e redescobrir Belo Horizonte a partir de sua avenida mais emblemática.

Programação permanente

A Avenida Cultural contará com programação permanente ao longo do ano. Entre os destaques está a quinta edição da Festa da Luz, que está sendo realizada entre os dias 25 e 28/6, ocupando a Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad Noman.

Em julho, uma intervenção da Cia. de Dança Palácio das Artes será apresentada na Rodoviária de Belo Horizonte. No mesmo período, a segunda temporada do projeto Cine em Cena promoverá atividades culturais durante as férias escolares, ampliando as opções de lazer e formação para diferentes públicos.

Em agosto, a Praça Sete receberá um flash mob dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. Já entre os dias 25 e 28/9, o Quarteirão das Artes reunirá música, dança, gastronomia, fotografia e economia criativa, fortalecendo a ocupação cultural do centro da cidade.

A programação também inclui ações voltadas ao público infantil em outubro, com a mostra Cine Brasil de Teatro Infantil e o Dia do Pequeno Artista, promovido pelo Cefart. Em novembro, a Igreja São José receberá uma apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais.

Arte no espaço urbano

Outro destaque da Avenida Cultural será o projeto Curto-Circuito, iniciativa do Circuito Liberdade que levará ativações artísticas urbanas para diferentes pontos do novo eixo cultural.

A proposta amplia o acesso à arte e ocupa espaços que, tradicionalmente, não recebem programação cultural de forma contínua. Com isso, a cidade ganha novas possibilidades de encontro entre artistas, público, patrimônio e cotidiano urbano.

O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, destaca que o projeto fortalece a integração entre cultura e turismo em Belo Horizonte.

“Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos. Há uma enormidade de programação e projetos que movimentam a cidade, principalmente na região central. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”.

Cine Theatro Brasil

O Cine Theatro Brasil atuará como polo irradiador da programação da Avenida Cultural. Localizado em um dos pontos mais simbólicos do hipercentro, o espaço assume papel estratégico na articulação entre instituições, artistas, gestores e público.

Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, o projeto representa uma ampla união de esforços em torno da cultura, do turismo e da criatividade.

“Raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes de colaboração”, afirma.

A participação do Cine Theatro Brasil reforça a centralidade do equipamento na história cultural de Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, fortalece a Afonso Pena como vitrine de experiências artísticas e patrimoniais capazes de atrair moradores, turistas, estudantes, famílias e visitantes de diferentes regiões.

Travessias Urbanas

A Avenida Cultural também oferecerá percursos temáticos gratuitos reunidos sob o conceito de Travessias Urbanas.

A primeira rota, denominada “Povos Indígenas, Art Déco e Cosmologias do Centro”, conecta o Edifício Acaiaca, o Cine Theatro Brasil, a Igreja São José e os murais do projeto CURA. O percurso propõe reflexões sobre patrimônio, ancestralidade indígena, arte pública e memória urbana.

A iniciativa amplia a leitura sobre o centro de Belo Horizonte, aproximando diferentes camadas da história da cidade. Em uma mesma caminhada, o público poderá observar referências arquitetônicas, narrativas indígenas, manifestações artísticas contemporâneas e símbolos que ajudam a explicar a formação cultural da capital mineira.

Turismo em BH

Com a Avenida Cultural, Belo Horizonte ganha um novo roteiro de visitação e pertencimento. A Afonso Pena, já reconhecida por sua relevância histórica, política, comercial e arquitetônica, passa a ser apresentada também como um corredor vivo de cultura e turismo.

O projeto tem potencial para dinamizar o centro da capital, fortalecer a economia criativa, valorizar patrimônios e estimular a circulação de pessoas por espaços culturais tradicionais e novos pontos de interesse.

Ao integrar instituições, praças, edifícios históricos, arte pública e programação gratuita, a Avenida Cultural se consolida como uma das principais apostas para reposicionar Belo Horizonte no mapa dos grandes destinos culturais do Brasil.

Para a cidade, é um movimento de reaproximação com sua própria história. Para o público, uma oportunidade de viver BH com outro olhar: mais atento, mais curioso e mais conectado às muitas camadas que fazem da capital mineira um território singular de arte, memória e diversidade.

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