A loucura atleticana

Guto Galo é o novo colunista alvinegro do Balcão News

A loucura atleticana


Quando recebi do meu amigo Paulo André o convite para falar sobre o Galo nesta coluna, fiquei muito feliz e honrado. O Galo sempre foi um assunto diário em minha vida, um amor incondicional, que permeia meus dias desde a infância. Ele me presenteou com grandes amigos, a turma da resenha e os “amigos do Nicola”, que estão aí para alegrar os dias. Fazemos amizades nas arquibancadas, onde um desconhecido de repente se torna um grande amigo,  e  comemoramos o gol, abraçando a todos ao nosso  redor. Respirar o Galo, viver o Galo, sofrer com o Galo, são coisas que nós atleticanos temos em nossa essência. Já dizia Roberto Drummond, o atleticano não se restringe a ser somente torcedor, somos diferentes de qualquer outro, afinal torcemos até contra o vento. Transformamos a construção do nosso tão sonhado estádio em uma epopéia, uma adoração diária ao futuro templo da paixão atleticana. É um sentimento louco, uma doença sem cura. E quem disse que queremos nos curar? Como sempre digo às pessoas que fazem parte da minha vida, o dia de jogo, a resenha, o clima, são essenciais para mim, um verdadeiro oásis em meio aos problemas.

Sinto como se minha vida parasse, onde nada mais importasse naquele momento, a não ser viver a atleticanidade. Os dias após as vitórias são de êxtase, assim como vamos ao chão nas derrotas. O atleticano não torce, ele vive o Galo, vive essa paixão doentia que move nossas vidas. E que saudade das arquibancadas lotadas, do grito a plenos pulmões, a atmosfera alucinada dos jogos do Galo. Saudade de acordar já querendo ir para o campo, contar os minutos, não conseguir trabalhar, aguardar o primeiro amigo dizer que está indo e logo vir o desespero para ir também. O que nós atleticanos fazemos com a atmosfera que antecede os jogos é de outro mundo. Quem vê de fora não acredita e não entende essa loucura, os jogadores de dentro do ônibus incrédulos com a “rua de fogo”, o caldeirão que vira estádio. Sem mencionar que ver a empolgação de jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Tardelli, Robinho e muitos outros, que já rodaram  diversos lugares ao redor do mundo, vivendo  essa paixão alvinegra, é sensacional. A verdade é que ser atleticano é bão demais da conta!

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