Almg debate “Caminho de Saint-Hilaire”

Deputados debatem trilha de Saint Hilaire Luiz santana 10 11 25 Balcao news Deputados debatem trilha de Saint Hilaire Luiz santana 10 11 25 Balcao news
A trilha passa pelo berço da gastronomia mineira, na região do Serro, onde está localizada a maior e mais antiga bacia leiteira das Américas. Foto: Luiz Santana/Almg.

Rota turística fica na serra do espinhaço

O “Caminho de Saint-Hilaire”, rota cultural com cerca de 170 quilômetros que atravessa municípios importantes como Conceição do Mato Dentro, Serro e Diamantina, todas na Região Central, será tema de audiência pública da Comissão de Cultura.

A reunião acontecerá amanhã, terça-feira, a partir das 9 horas, no Auditório do andar SE da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De acordo com a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, o projeto do Caminho de Saint-Hilaire foi concebido em 2014, com o propósito de integrar os territórios da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço Meridional.

O nome presta homenagem ao naturalista Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire, que percorreu a região em 1817, registrando sua flora, fauna e costumes locais.

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A trilha atual segue parte do itinerário histórico do pesquisador, passando pelas antigas localidades de Paróquia de Conceição, Vila do Príncipe e Arraial do Tijuco — hoje Conceição do Mato Dentro, Serro e Diamantina.

Biodiversidade e tradição mineira

O percurso atravessa a vegetação única dos campos rupestres, que cobre menos de 1% do território nacional e abriga espécies descritas por Saint-Hilaire, como o “Pau Santo”, cuja flor simboliza o caminho, e o “Rosmaninho”, planta usada para preparar o chá do pedestre, bebida de propriedades anti-inflamatórias e relaxantes.

Além da riqueza ambiental, a trilha também passa pelo berço da gastronomia mineira, na região do Serro, onde está localizada a maior e mais antiga bacia leiteira das Américas, produtora dos tradicionais queijos artesanais. Ao longo do caminho, marcos da fé cristã completam o cenário cultural e histórico.

Legado natural e cultural

Segundo registros históricos, Saint-Hilaire teve uma profunda identificação com o Brasil, contribuindo para o registro do Brasil Colônia e para o conhecimento da flora nativa. Após retornar à França, tornou-se membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, mantendo viva a influência de sua obra.

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