Galo: Difícil entender! Canabrava em Campo

Atletico 1 x 1 Botafogo Atletico 1 x 1 Botafogo
Galo: Difícil entender! Canabrava em Campo. Foto: Pedro Souza/CAM.

Galo: Difícil entender!

Tem coisa no futebol que nem padre de cidade pequena consegue explicar.

O Atlético entrou em campo contra o Botafogo com pinta de gigante europeu, jogou bola de encher os olhos, empurrou o adversário contra a parede, criou chances até debaixo da arquibancada, mas saiu do jogo com aquela cara de sujeito que esqueceu a carteira no botequim.

Foi partida pra ganhar de dois, talvez três. Só que futebol não absolve inocente: quem perde gol demais acaba rezando no fim. E o Galo, ultimamente, anda rezando mais do que jogando os minutos finais.

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Aí chegaram os vinte minutos do segundo tempo e o time desmonta igual guarda-chuva vagabundo em dia de tempestade. Mexeu daqui, trocou dali, e a bola aérea, como tem acontecido, virou filme de terror.

Cruzou na área atleticana, o torcedor já procura o comprimido de pressão. A defesa bate cabeça, o meio não marca ninguém e sobrou pro pobre do Natanael virar quarto zagueiro improvisado, porque faltou gente de ofício.

Lianco, suspenso, pela infantilidade da expulsão no último jogo, fez jus à bronca que tomou do Lodi.

Lá na frente, Minda, Cassierra e Cuejjo mostram que o ataque pode dar samba, forró e tango ao mesmo tempo, mas sem meio-campo o piano vira peso morto.

O consolo é que a Copa do Mundo vem aí, daqui a 29 dias. O Brasileirão para e abre a janela. E janela, no caso do Atlético, não é pra entrar vento: é pra entrar zagueiro, volante e talvez um pouco de juízo.

Enquanto isso, estamos a dois pontos do inferno (zona de rebaixamento) e a meia dúzia do paraíso (classificação da libertadores).

Futebol é isso: desgraça e esperança tomando cerveja na mesma mesa.

Mas acho que ainda vai dar pra torcer nesse brasileirão!

Né não?

Afonso Canabrava

Afonso Canabrava nasceu na Rua São Paulo há 5 quadras do campo do Galo, aonde foi criado e aprendeu a nadar, jogar futebol e outras avenças. Foi contemporâneo dos comentários “lesco-lesco” do Kafunga, da presidência de Nelson Campos e de jogadores como Ubaldo, Dario, Reinaldo e tantos outros. Nessa época comemorou o pentacampeonato Mineiro e do Brasileirão. Torcedor contra o vento diante de uma camisa do Galo dependurada no varal, é ferrenho crítico de futebol e todas as suas nuances.

  • As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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